Amazônia vai receber R$ 500 milhões para implementação de cabos ópticos

Por Redação | 20.07.2015 às 09:34
photo_camera Foto: Reprodução/Difusora

Uma rede de cabos subfluviais ópticos será construída nos leitos dos principais rios da Bacia Amazônica, sob coordenação do Ministério da Defesa. Lançado na última quinta-feira (16) em Manaus, no Amazonas, o programa Amazônia Conectada tem como objetivo levar serviços como internet em alta velocidade, telemedicina, telesaúde, ensino a distância, entre outros, para populações indígena e ribeirinha, escolar, organizações militares e órgãos públicos da região.

A iniciativa foi concebida pelo Exército Brasileiro e deverá fazer a instalação de aproximadamente 78 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos leitos dos rios Negro, Solimões, Madeira, Juruá e Purus. Ao todo, 52 municípios serão interligados para atender cerca de 3,8 milhões de pessoas na região.

As características do projeto envolvem inovação e abrangência e por isso é chamado de "dual", pois possui aplicação militar e civil. A iniciativa, além de trazer benefícios para a população do local, promete contribuir para a melhoria nas comunicações militares que protegem as fronteiras nacionais.

Segundo Jaques Wagner, ministro da Defesa, "o programa vai dar mais capacidade de monitorar a região, com tráfego de informações seguro e veloz". Ele fez um pronunciamento na cerimônia de lançamento na sede do Centro de Telemática de Área do Comando Militar da Amazônia.

Também estavam presentes no evento Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações; Aldo Rebelo, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); e José Melo de Oliveira, governador do Estado do Amazonas.

Todos assistiram a uma demonstração do primeiro trecho de 10 km inaugurado, que interliga o 4º Centro de Telemática de Área (4º CTA) à 4ª Divisão de Levantamento Geográfico (4ª DL) por meio do Rio Negro.

As cinco infovias do Amazônia Conectada receberão recursos de órgãos federais, como o Ministério da Defesa, e devem captar recursos de P&D da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), além de outras fontes de investimentos.

Também serão integradas ações do Governo Federal por meio do Programa Nacional de Banda Larga, o PNBL, e do Ministério das Comunicações. O programa promete apoiar as políticas públicas de inclusão digital, de incentivo às atividades de pesquisa e educação, sensoriamento e monitoramento ambiental, e a segurança de dados nacionais.

Para solucionar o problema de internet na região, atualmente está sendo usado acesso via satélite, que possui um custo alto e instabilidade na conexão. Com a tecnologia de fibra óptica, as conexões atingirão até 100 Gbps.

A iniciativa foi orçada inicialmente em R$ 1 bilhão, mas, com o apoio das Forças Armadas, os gastos com o projeto serão reduzidos pela metade. A previsão de conclusão da estrutura é para daqui a três anos.