Alphabet X quer levar internet a conglomerados por meio de rede de lasers

Por Redação | 15 de Dezembro de 2017 às 14h23

O Google tem um laboratório de inovação, o Alphabet X, que pesquisa novas formas de levar a internet a lugares sem infraestrutura adequada e para comunidades que não teriam condições de arcar com o custo de um pacote de dados. Esses projetos são direcionados, principalmente, a países em desenvolvimento ou que passaram por algum tipo de tragédia natural.

Índia e Porto Rico são alguns dos países que já receberam uma das concepções do Alphabet X, o Projeto Loon, que leva a internet por meio de balões, que carregam hotspots. Agora, a Google avança suas pesquisas e começa a testar a transmissão de dados via laser. Segundo a definição do laboratório, seria uma espécie de cabo de fibra óptica, mas sem o cabo.

Essa tecnologia consiste na transmissão de dados por meio de feixes de luz, com capacidade de até 20 gigabits por segundo. A conexão é feita por um hub e uma caixa que  recebe o sinal, instalada no telhado das casas e postes, para criar hotspots Wi-Fi. O Alphabet X diz que que há largura de banda suficiente para navegação para milhares de pessoas.

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Acordo na Índia

Para testar esse novo modo de transmitir dados, o Alphabet X fechou um acordo de parceria com o Estado indiano de Andhra Pradesh para instalar 2.000 hubs, que ficariam em até 20 km de distância dos pontos de hotspot. 

Essa etapa significa um avanço para o projeto do Google de disseminar a internet. O projeto dos balões foi pensado para atuar em áreas rurais e pouco povoadas, afastadas dos grandes centros. Já a transmissão por feixes de luz é mais adequada para zonas com alta densidade populacional.

Para se ter uma ideia, Andhra Pradesh, que fica na costa sudeste da Índia, tem 53 milhões de pessoas — como comparação, o Estado de São Paulo, o mais populoso do Brasil, tem 45 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

Desse total, 15 milhões de indianos têm acesso à internet de alta velocidade, mas o governo estadual quer levar a rede para mais 12 milhões de famílias até 2019. O projeto de criar os hotspots via transmissão de feixes é o caminho encontrado para alcançar a meta.

Fonte: 9to5 Google

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