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Agora que a Netflix é mundial, um aumento de preço na mensalidade é inevitável

Por Redação | 20 de Janeiro de 2016 às 17h10
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Você que acompanha as notícias de tecnologia aqui do Canaltech sabe que um dos assuntos mais comentados nas últimas semanas é a expansão da Netflix para quase todo o mundo. Não bastasse isso, a companhia, que agora já conta com mais de 75 milhões de assinantes ao redor do globo, alcançou US$ 1,6 bilhão em receita no último trimestre de 2015, além, claro, do anúncio de inúmeras produções originais, incluindo as novas temporadas de House of Cards e Orange is the New Black.

Parte desse sucesso vem do valor cobrado pela empresa para ter uma assinatura, que nos Estados Unidos custa US$ 10 (para assistir em alta definição). Usuários mais antigos são ainda mais beneficiados porque pagam entre US$ 8 e US$ 9, também com a possibilidade de visualizar filmes e séries no formato HD. Só que isso pode mudar nos próximos meses, uma vez que, conforme a plataforma de streaming amplia seus negócios mundo afora — o que inclui investimentos e parcerias com detentoras de conteúdo e direitos autorais —, é um movimento natural o serviço cobrar mais de seus assinantes.

Isso também se aplica ao Brasil, que no ano passado já teve um reajuste nos preços das assinaturas, em junho. Na época, o plano básico, que não inclui HD e telas simultâneas, passou de R$ 17,90 para R$ 19,90; o padrão, que oferece HD e duas telas simultâneas, aumentou de R$ 19,90 para R$ 22,90; e o premium, com 4K e quatro telas simultâneas, mudou de R$ 26,90 para R$ 29,90. Por enquanto, os valores são válidos para novos usuários, o que significa que clientes mais antigos passarão a pagar mais caro daqui alguns meses. Além disso, note que os preços não acompanham a alta do dólar, atualmente na casa dos R$ 4,00.

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Como destaca o Engadget, aumentar o preço da assinatura é algo inevitável para a Netflix. E não é muito difícil entender o porquê: só para 2016, a empresa planeja oferecer mais de 600 horas de conteúdos originais, entre eles as estreias de Marseille (primeira produção francesa da companhia), The Get Down, Stranger Things e cerca de uma dezena de novas comédias. Há ainda os rumores de um seriado produzido por Matt Groening, criador de Futurama e Os Simpsons, além de um acordo milionário com a Disney que começa a valer a partir deste ano.

Isso tudo, obviamente, gera um custo maior, e que vai impactar principalmente quem já faz uso do serviço, pagando mais barato hoje. Mesmo assim, a Netflix parece não ser intimidada com uma possível (e pouco provável) queda no número de assinantes por conta de um novo reajuste, que deve chegar ainda em 2016. Para a empresa, o maior desafio é oferecer uma experiência única e personalizada de entretenimento por meio da internet — algo duramente criticado por emissoras de TV tradicionais, tanto lá fora quanto aqui no Brasil.

A conclusão é que fica difícil duvidar do modelo de negócios atual da Netflix, que já tem 4 milhões assinantes no Brasil, e só deve aumentar sua base de usuários, mesmo cobrando um pouco mais caro. Afinal, não tem nada melhor do que poder assistir suas séries, programas e filmes favoritos a hora que quiser, e quando quiser, sem o embargo imposto pela mídia tradicional.

Com informações do Engaget

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