Acusações de abuso sexual contra Assange são abandonadas

Por Redação | 13 de Agosto de 2015 às 13h06
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O desfecho já esperado por promotores e autoridades da Suécia chegou nesta quinta-feira (13), quando a justiça do país se viu obrigada a abandonar as três acusações de abuso sexual que pesavam contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. De acordo com as leis do país, investigações desse tipo prescrevem após cinco anos de seu início, um prazo que venceu agora.

Apesar de o caso de estupro em si continuar correndo, a justiça vê agora prescrever três outros crimes que faziam parte dele – uma acusação de abuso sexual e outra de coerção, além de uma terceira do primeiro tipo, que deve ser encerrada em 18 de agosto. O processo em si, porém, ainda tem cinco anos até ter de ser abandonado completamente, em 2020, e as autoridades afirmaram estar confiantes de que esse não será o caso.

Desde o início de agosto, promotores suecos vinham pressionando a embaixada do Equador em Londres, onde Assange recebeu asilo em 2012, por supostamente estarem dificultando o acesso da polícia ao delator. O depoimento dele sobre o caso era necessário para que a acusação pudesse compor o processo, caso contrário, não teriam elementos suficientes para que a ação seguisse adiante, uma vez que ela se baseia no depoimento das vítimas.

O advogado de uma delas, Claes Borgstrom, afirmou publicamente que Quito não está fazendo o menor esforço para que as autoridades suecas tenham acesso ao acusado, usando a carta do tempo para garantir a prescrição do processo. Por outro lado, tanto os advogados de Assange quanto o governo do Equador afirmam que a questão estava seguindo seu caminho usual, e que foi a Suécia quem não submeteu os documentos a tempo para que o caso continuasse adiante.

De acordo com o depoimento das vítimas, o crime teria acontecido em 2010, quando Julian Assange esteve na capital da Suécia, Estocolmo, em uma visita relacionada ao WikiLeaks. Ele teria tido relações sexuais com duas mulheres da região, que foram juntas à polícia relatar o caso e pedir que a Justiça o obrigasse a fazer exames em busca de DTSs, além de uma investigação.

Oficialmente, Assange afirma ser inocente de todas as acusações e diz que os encontros que teve com ambas foram totalmente consensuais. Ele, inclusive, teria demonstrado interesse em cooperar com a investigação de forma a limpar seu nome, dispondo-se a ser interrogado dentro da embaixada, onde recebeu asilo por causa das revelações feitas pelo WikiLeaks.

Todo o processo de estupro é, inclusive, citado por apoiadores de Assange como uma manobra dos governos dos Estados Unidos e Reino Unido para que ele deixe a embaixada e seja preso. A presença de policiais com supostas ordens para detê-lo assim que ele deixe o local é constante, de acordo com eles, já que ele é procurado pelo vazamento de documentos confidenciais e segredos de estado.

As tensões internacionais entre Suécia e Equador sobre o caso devem continuar. Além disso, desde 2014, surgem eventualmente na imprensa comentários sobre o recebimento de um novo asilo político por Assange, que afirma que sua saúde está debilitada e não hesita em demonstrar sua vontade de deixar a embaixada do país. Recentemente, relatos indicavam que um novo pedido desse tipo foi negado pelo governo francês, uma situação que foi negada pelo delator.

Fonte: Mashable

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