A Internet das Coisas veio para ficar

Por Colaborador externo | 06.04.2017 às 10:31
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* Por Renato Moreira / Imagem: DepositPhotos/Elnur_

A “Internet das Coisas” ou IoT (Internet of Things) é assustadora para muitas pessoas. Imagine um futuro não tão distante ou talvez já em uma realidade onde coisas do nosso cotidiano, como carros, eletrodomésticos, máquinas industriais, roupas e eletrônicos possam se conectar à internet, gerar e compartilhar dados ou informações referentes a sua utilização, e que estas informações possam ser usadas para diversos fins, como segurança, negócios, saúde, entre diversas outras possibilidades. Pois é, parece ser coisa de cinema, mas é o que está por vir e pode mudar totalmente a nossa relação com o mundo e com as coisas!

O IoT, resumidamente, são dispositivos e aplicações conectados à internet ou a qualquer outro tipo de rede, gerando e compartilhando dados que possam ser armazenados, processados, analisados e utilizados para infinitos propósitos pessoais, comerciais e governamentais, em tempo real ou não. A ideia consiste que cada dispositivo possua uma identificação única e, assim, bilhões de dispositivos irão interagir entre si e com outros sistemas e redes sociais, que irão consumir estes dados e posteriormente fornecer informações com diversos objetivos, mudando totalmente o cotidiano das pessoas e das empresas. Mas qual é o seu propósito?

O maior propósito da IoT é confluir o físico com o virtual, gerando informações que possam beneficiar a vida das pessoas em seu cotidiano, proporcionando a elas o que realmente precisam e até mesmo ajudando nas relações ambientais, meteorológicas e de segurança pública. Este conceito pode ser bem mais amplo e complexo, porque as possibilidades são infinitas e as tecnologias envolvidas ainda estão em desenvolvimento. Algumas situações poderão se beneficiar – e muito – desta tecnologia.

Um exemplo bem simples é: um domingo de futebol e bem na hora do jogo você percebe que a sua cerveja acabou. Imagine que se a sua geladeira, através do RFID, identificasse que a sua última latinha de cerveja foi consumida e enviasse esta informação para algum sistema através da internet, e este mesmo sistema já fizesse um pedido a algum e-commerce de bebidas debitando automaticamente o valor de sua conta ou em seu cartão de crédito? Você ainda pode criar uma lista de compras com definição de estoque mínimo e a própria geladeira ou o sistema realizariam as compras de acordo com o consumo da família!

Outro exemplo bem comum que acontece com qualquer pessoa são as viagens nas estradas. Você viaja tranquilamente com a sua família enquanto diversos sensores captam dados do funcionamento do motor e de outras partes do seu carro, enviando estes dados a algum sistema via internet em tempo real. De acordo com algum padrão, o sistema identifica um iminente ou real problema e, paralelamente, já alerta a seguradora ou a administradora da rodovia a exata localização do veículo e qual profissional que deve ser enviado para resolver o problema. Até mesmo na saúde a Internet das Coisas pode auxiliar, uma vez que os dados sobre pacientes utilizando algum dispositivo ou até mesmo uma roupa com sensores, pode ajudar aos médicos monitorarem e tomarem alguma ação caso identifiquem algum padrão que possa colocar a vida da pessoa em risco. Pós-operados, doentes crônicos podem se beneficiar da IoT em relação a este tipo de monitoração.

Evidentemente que para estas tecnologias de ponta se tornem realidade, dependeremos cada vez mais de uma melhor infraestrutura de comunicação, recursos computacionais poderosos e de sistemas cada vez mais sofisticados, para que tenham a capacidade de obter, analisar e responder de forma eficiente a uma quantidade absurda de dados que serão gerados por estes dispositivos a cada segundo. Isto seria possível? Somente o tempo dirá.

* Renato Moreira é executivo de contas da DBACorp