YouTube está recrutando pessoas para identificar vídeos irregulares

Por Redação | 18 de Março de 2014 às 13h16

O YouTube é duro com suas políticas de conteúdo, removendo automaticamente vídeos irregulares e contando com uma equipe de revisores de clipes que trabalha diariamente. Mesmo assim, porém, cenas impróprias acabam passando por esse crivo e sendo disponibilizadas para todos os usuários do serviço. O recém-criado grupo de “super flaggers”, porém, pretende coibir esse problema.

Em uma iniciativa do próprio Google, autoridades, membros de agências policiais e órgãos do governo foram convidados a participar de um programa que facilita a identificação de conteúdo irregular. Os participantes, cerca de 200 pessoas, podem marcar até 20 vídeos simultaneamente e têm prioridade na “fila” de análises, agilizando o processo de retirada do conteúdo irregular do site.

De acordo com dados preliminares da iniciativa, publicados pelo Wall Street Journal, cerca de 90% dos vídeos identificados pelos “super flaggers” realmente haviam passado despercebidos pela vigilância do YouTube. A maioria foi retirada do ar, enquanto outros receberam uma classificação indicativa e só podem ser acessados por usuários maiores de 18 anos que estejam logados no serviço.

O grupo também atende a interesses especiais que nem sempre podem ser avaliados pela equipe internacional do YouTube. É o caso, por exemplo, de um time da polícia britânica especializado em localizar vídeos com propagandas extremistas ou ameaças de ataques terroristas.

Os conteúdos que incentivam a violência estão entre os banidos da rede social de vídeo. Além destes, não são permitidas imagens de nudez ou sexo, discursos que incitem o ódio ou o preconceito, ameaças, intimidação, invasão de privacidade ou qualquer tipo de “comportamento predatório”. Os perfis responsáveis pelo upload de clipes que se encaixem em tais quesitos podem ser bloqueados e impedidos de acessar a comunidade.

Ao Financial Times, porém, o Google negou uma participação ostensiva de órgãos governamentais no programa “super flaggers”. De acordo com a empresa, dos 200 participantes atuais, menos de 10 são membros de instituições oficiais, com todo o restante tendo sido escolhido a partir de usuários que possuem presença constante na marcação e identificação de conteúdos ilegais.

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