Usuários do YouTube já assistem a 300 milhões de horas diárias, revela relatório

Por Redação | 08 de Julho de 2014 às 13h48
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Já não é de hoje que o YouTube é considerado a principal plataforma para a distribuição e transmissão de vídeos na Internet. Hoje, o famoso sistema do Google é três vezes maior que há dois anos, registrando 300 milhões de horas assistidas todos os dias. Apesar do crescimento, a estratégia da empresa de Mountain View para o serviço é ambiciosa e os planos são de que ele atinja a incrível marca de 1 bilhão de horas assistidas diariamente já em 2016.

Mais cedo ou mais tarde esta marca será atingida, mas, de acordo com o The Information, pode ser que isso não aconteça até 2016. A publicação teve acesso a alguns dados do serviço de streaming de vídeos do Google e descobriu que apesar da audiência continuar crescendo, seu ritmo é menor do que há alguns anos. Ao que tudo indica, a desaceleração tem sido causada pelo surgimento de concorrentes que oferecem alternativas tão atraentes ou melhores que o YouTube.

Facebook, Twitter, Vine, Amazon, Comcast, Yahoo e principalmente Netflix vêm fazendo frente ao serviço e "roubando" várias horas de visualização dele. Os demais serviços, por outro lado, têm investido em recursos que estão atraindo não só novos usuários, como também criadores de conteúdo.

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Apesar das ameaças iminentes, o serviço do Google continua ocupando uma posição confortável entre os demais. Recentemente, por exemplo, o serviço anunciou uma série de novos recursos, como o suporte a reprodução de vídeos a 60 quadros por minuto, doação dos fãs, legendas colaborativas enviadas pelos espectadores e o app YouTube Creator Studio para Android.

Além disso, a receita arrecadada pelo serviço em 2013 bateu a casa dos US$ 3,5 bilhões. O valor é satisfatório, mas ainda assim abaixo do estimado de US$ 5,6 bilhões. Do valor arrecadado, cerca de 55% é destinado ao pagamento dos curadores de conteúdo do serviço e o restante (cerca de US$ 1,5 bilhão) fica como lucro.

Desta forma, fica claro que muito embora os números estejam abaixo do esperado pelos executivos à frente do serviço, o YouTube é sim rentável e vem trazendo lucros para Mountain View. Mas como há metas a serem cumpridas, é de se entender que o site esteja buscando alternativas para aumentar sua receita e o total de usuários conectados a ele.

É o caso, por exemplo, de uma recente atualização no player de vídeos, que há alguns dias passou a ser exibido aos usuários num tamanho maior. Segundo a empresa, a ideia é que as pessoas se concentrem mais no que realmente importa, e consumam cada vez mais conteúdo para que, ao que parece, a marca de 1 bilhão de horas diárias seja alcançada.

Outra forma de angariar mais recursos financeiros é o ainda não confirmado serviço de streaming de músicas do YouTube, que parece vir para competir com o Spotify, Rdio, Deezer e os demais desse segmento. Muito embora nada tenha sido oficialmente divulgado pela empresa, já há rumores que dão conta que seu lançamento está atrasado devido a conflitos internos e discussões sobre a forma que ocorrerá o pagamento de royalties às gravadoras.

Independentemente de tudo, uma coisa é certa: o YouTube tem mesmo um longo caminho pela frente se quiser bater suas ambiciosas metas. Mesmo assim, é evidente que o serviço não está parado e tem se esforçado para que as coisas caminhem nesta direção. Se os planos darão certo, isso só o tempo dirá.

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