Stephen Hawking visita laboratório em LA onde cientistas estudam sua doença

Por Redação | 12 de Abril de 2013 às 07h50

O físico Stephen Hawking, 71 anos, descobriu há 50 anos que era portador da doença de Lou Gehrig, uma desordem neurológica que gera atrofiamento dos membros. Na época, Hawking se sentiu muito deprimido, achando que seria impossível concluir seus estudos, mas sua atitude positiva fez com que a ação da doença fosse retardada e hoje, ele conta com um sistema computacional para ajudá-lo a se expressar e locomover.

No começo desta semana, o físico visitou um laboratório de pesquisa em células-tronco na cidade de Los Angeles, Estados Unidos, onde os pesquisadores estão focados em estudar sua doença e buscam maneiras de retardar sua ação no organismo humano. Depois da visita, Hawking fez um apelo para a direção do hospital Cedars-Sinai para que o centro apoie a pesquisa sobre a doença degenerativa.

Segundo a NBC News, o Cedars-Sinai recebeu aproximadamente US$ 18 milhões (R$ 35,5 milhões) de um instituto de estudo de células-tronco do estado da Califórnia para estudar a doença degenerativa, também conhecida como esclerose lateral amiotrófica, que ataca as células nervosas no cérebro e a espinha dorsal dos pacientes - a doença vai atrofiando os membros dos pacientes, enfraquece e rompe músculos, além de tornar a respiração muito difícil.

Hawking, diagnosticado com 21 anos, superou a expectativa de vida de muitas pessoas com a doença de Lou Gehrig e um dos pacientes do Cedars-Sinai, que foi aluno do físico, incentivou os médicos a convidá-lo para uma visita em seu centro de pesquisa. "Nós decidimos que era uma grande oportunidade para ele ver de perto o trabalho realizado nos nossos laboratórios e de nós conversarmos com um dos cientistas mais proeminentes do mundo", afirmou Dr. Robert Baloh, diretor de pesquisa do centro médico.

Stephen Hawking visita centro de pesquisa

Reprodução: NBC News

Os pesquisadores têm focado seus estudos na engenharia das células-tronco e em uma maneira de produzir uma proteína capaz de evitar a morte das células nervosas do cérebro. Por enquanto, os testes estão sendo realizados com ratos, mas Baloh espera conseguir aprovação governamental para iniciar os testes com seres humanos. Durante sua visita, Stephen Hawking viu as estruturas microscópicas das células-tronco através de um projetor e fez muitas perguntas sobre o projeto de pesquisa.

Mesmo com todas as limitações provocadas pela doença, Hawking continuou ativo e realizando suas pesquisas em torno de buracos negros e da origem do universo. O Dr. Robert Baloh afirmou que ainda é um mistério para a ciência entender como algumas pessoas são mais resistentes aos efeitos da doença degenerativa, como é o caso do famoso físico, já que a maioria dos pacientes não vive mais do que 10 anos após o diagnóstico.

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