Rede Hilton vai substituir todas as chaves dos quartos por smartphones até 2017

Por Redação | 29 de Julho de 2014 às 12h44
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O Hilton Worldwide Holdings está investindo US$ 550 milhões para que seus hóspedes tenham autonomia para escolher quartos, realizar check in e check out e desbloquear portas, tudo a partir do smartphone.

A rede de hotelaria pretende anunciar esta semana uma nova tecnologia que irá atingir todas as suas 4.200 propriedades no mundo. O objetivo é que o Hilton ultrapasse os concorrentes que já estão usando tecnologias em seus serviços, como o destravamento de portas a partir do aparelho móvel, afirma o The Wall Street Journal.

Nos hotéis da rede nos Estados Unidos os clientes já podem realizar check-in ou check-out por smartphone ou tablets, afirmou a empresa. Até o final do ano a empresa acredita que os clientes já serão capazes de selecionar os próprios quartos por meio de smartphones.

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A partir de 2015 os clientes do Hilton também poderão usar seus smartphones para abrir as portas do quarto, sem a necessidade de passar pela recepção. Segundo a empresa, até o final de 2016 o recurso estará disponível na maioria dos hotéis da companhia. Para Christopher Nassetta, presidente-executivo do Hilton, está é uma oportunidade de dar aos clientes escolha e controle sem precedentes.

Mas não é apenas o Hilton que está investindo em tecnologias para facilitar a vida dos hóspedes. O l Marriot Internacional afirma que 967 dos seus hotéis já oferecem check-in e check-out por smartphone e mais de quatro mil hotéis no mundo irão oferecer o serviço até o final do ano. A rede também usa o envio de mensagens de texto para notificações push, como para oferecer promoções e descontos por serviços. O InterContinental Hotels Group também já oferece notificações no celular e o Starwood já testa em alguns hotéis o destravamento de portas via celular.

A corrida pela tecnologia na rede hoteleira, no entanto, depende de mais fatores. É preciso que o investimento não se torne obsoleto em pouco tempo e as empresas precisam estar determinadas a manter um investimento constante para acompanharem as mudanças tecnológicas.

Entre os objetivos dos hotéis com a nova estratégia está depender menos de agentes de viagens, para quem pagam taxas. O cliente se comunicaria diretamente com o hotel através dos aplicativos. Com mais informações coletadas, as empresas também pretendem poder oferecer produtos e promoções de acordo com o perfil dos clientes.

Nassetta acredita que em longo prazo é possível ganhar eficiência e ocorrer uma redução da equipe de recepção, por exemplo, uma vez que o cliente terá autonomia nas escolhas. Isso resultará em uma economia com a parte operacional dos serviços.

O Hilton opera 650 mil quartos de hotel no mundo e desde 2007 tem realizado um investimento de US$ 550 milhões na parte de tecnologia. Desde então a empresa unificou 13 sistemas de gestão de propriedade, substituiu servidores e construiu uma plataforma digital moderna.

O Hilton pretende se destacar e expandir seus serviços em tecnologia porque, diferente de outras redes hoteleiras, não necessita que um funcionário entre manualmente com as informações, o próprio cliente é quem interage com o sistema de reservas.

Nassetta afirma que o Hilton está pagando a maior parte dos custos necessários para as mudanças, no entanto, hotéis franqueados terão que fazer um investimento “modesto” em suas instalações para acompanhar as novidades.

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