Rede 5G da Huawei quer ser 100 vezes mais rápida que 4G

Por Redação | 30 de Agosto de 2013 às 17h01

O CEO da fabricante de smartphones Huawei, Ken Hu, disse à Forbes que nos últimos anos a empresa vem desenvolvendo a tecnologia da rede 5G. A proposta é que a nova conexão seja 100 vezes mais rápida que o 4G, mas ela só deve ser disponibilizada em 2020.

A meta é ambiciosa, já que o 4G LTE tem uma velocidade de 100 Mbps. No entanto, o CEO diz que a viabilidade da novidade depende da disponibilidade de frequências para o uso do 5G. Segundo ele, o setor de pesquisa e desenvolvimento da Huawei tem "centenas de engenheiros" trabalhando nesse projeto, que a companhia considera crucial para o futuro.

Hu também falou sobre a tendências dos dispositivos vestíveis, como o Google Glass e o iWatch, possível nome do relógio inteligente da Apple, e como daqui para frente o mundo precisará de informações coletadas em tempo real - o que exige uma alta velocidade de conexão móvel.

"Precisamos olhar para o dia de hoje com os olhos do amanhã, em que a internet será fundamental, uma infraestrutura onipresente, como a eletricidade ou as estradas", afirmou o CEO à Forbes. Apesar de falar bastante sobre a importância da velocidade da conexão, o executivo não deu mais detalhes sobre o nível de progresso das pesquisas da empresa.

Em maio deste ano, a fabricante sul-coreana Samsung informou que estava testando uma rede sem fio 5G que seria centenas de vezes mais potente que o 4G oferecido atualmente. A previsão de comercialização da tecnologia também é para 2020.

Com 35 milhões libras investidas no futuro 5G, a Universidade de Surrey, na Inglaterra, é a que conta com a maior infraestrutura e apoio do governo e empresas de telefonia (Fujitsu, Telefónica, Huawei e Samsung) para o desenvolvimento da tecnologia. Os primeiros testes começaram em 2013 em uma área de 4 km quadrados, e a conexão será oferecida e terá uma velocidade acima de 1 Gbps. Apenas estudantes, funcionários e os financiadores poderão usar a nova tecnologia. No entanto, ainda não há uma previsão da velocidade que de fato será oferecida aos usuários no início da próxima década.

Com essa nova velocidade de conexão, é possível que a comunicação, hoje feita prioritariamente por voz e texto, evolua para o uso mais corriqueiro de vídeos. Atualmente, isso não é possível devido à instabilidade e a relativamente baixa velocidade dos sinais 3G e 4G.

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