Quase 90% dos internautas gostariam de mais privacidade na internet

Por Redação | 06.09.2013 às 12:58

Um relatório divulgado pela empresa de pesquisa Pew Research apontou que a maioria dos internautas não se sente adequadamente protegida pela lei em relação a sua privacidade online, e por isso evitam ser rastreados. De acordo com o estudo, 86% dos adultos norte-americanos usuários de Internet têm adotado medidas para evitar a vigilância de outras pessoas ou organizações. Entre as ações estão atos como limpar os cookies, criptografar e-mails e usar um pseudônimo na web.

"Os usuários querem claramente a opção de ficar online de maneira anônima e cada vez mais se preocupam que isso não é possível", disse Lee Rainie, diretor do projeto Pew Internet, da Pew Research. Apesar de todos os comentários acerca da segurança de dados gerados depois da revelação do caso PRISM, onde a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) tinha acesso aos dados de usuários de diversas empresas de tecnologia, a maior preocupação dos internautas em geral ainda é outra.

"Suas preocupações se aplicam a todo um ecossistema de vigilância. Na verdade, eles têm a intenção de tentar mascarar suas informações pessoais contra hackers, anunciantes, amigos e familiares do que evitar a vigilância por parte do governo", completou o executivo. Muitos usuários já enfrentaram problemas devido a ações indevidas de outros usuários na internet.

  • 21% dos entrevistados já tiveram uma conta de e-mail ou rede social comprometida ou tomada por alguém sem a sua permissão.
  • 12% foram perseguidos ou molestados online.
  • 11% já tiveram informações pessoais importantes roubadas, como o número do cartão de crédito ou conta bancária.
  • 6% foram vítimas de algum tipo de golpe online que findou na perda de dinheiro.
  • 6% tiveram sua reputação prejudicada por conta de algo que aconteceu na internet.
  • 4% sofreram com perigo físico real por causa de algo que aconteceu online.

Convenhamos que, apesar da ideia de ter comunicações interceptadas pelo governo não ser nada agradável, saber que empresas como Google e Facebook estão olho em todos os nossos movimentos online, sempre preparados para disparar um anúncio relacionado ao que conversamos na web, também fragiliza nossa sensação de privacidade.