Produção de conteúdo aumenta audiência do YouTube durante a Copa

Por Redação | 11 de Junho de 2014 às 14h29

O Brasil é hoje o segundo maior mercado do YouTube e esses números continuam crescendo, mesmo com a chegada da Copa. É o que explica o diretor de conteúdo do site, Alvaro Paes de Barros, afirmando que um grande investimento em produções nacionais está sendo responsável por um grande aumento na audiência. O trabalho é feito em antecipação para a Copa do Mundo.

De acordo com o executivo, em entrevista à Reuters, a ideia é que o YouTube revele os bastidores do Mundial e o que acontece em torno dos jogos enquanto eles são transmitidos na TV aberta. Foi dessa ideia que veio um grande investimento em conteúdo nacional, que já conta com parceiros como a Riofilme e o Esporte Interativo.

Hoje, são em média 60 milhões de usuários únicos mensais, somando-se a 1 bilhão de espectadores em todo o mundo. Ao todo, seis bilhões de horas de vídeo são vistas mensalmente e o YouTube tem 100 horas de inéditos sendo publicadas a cada minuto.

E eles querem mais, muito mais. Um dos principais focos de crescimento atuais é o mercado de smartphones, principalmente no Brasil. Hoje, 40% da audiência mundial do site já é oriunda de dispositivos móveis e o aumento na venda desse tipo de aparelho em mercados emergentes é visto como uma grande oportunidade de ampliar ainda mais esse total.

Para incentivar tudo isso, estão sendo firmadas parcerias com operadoras de telefonia como a Tim, que já conta com um projeto piloto para ligar o YouTube à televisão. A ideia é colocar o serviço em todas as telas possuídas pelo usuário e garantir que ele passe o maior tempo possível conectado, conhecendo as ofertas de conteúdo e gerando ainda mais renda com publicidade.

Esse tipo de parceria, porém, pode acabar esbarrando nos princípios de neutralidade da rede dispostos no Marco Civil da Internet. Barros não quis comentar sobre o assunto, mas o Google, em nota, disse ter apoiado o conjunto de normas desde o início de forma aberta.

Faturamento complementar

Outro objetivo é repetir por aqui um movimento que já acontece nos Estados Unidos, com a criação de canais pagos e com conteúdo sob demanda, transformando o YouTube em um distribuidor. Assim, fica criado um modelo híbrido no qual a publicidade, que ainda é a grande fonte de renda do serviço, caminha lado a lado com um sistema de assinaturas de conteúdo “premium”.

A dica sobre essa mudança é dada com muita força pela indústria da música, que vê os totais de downloads caindo cada vez mais e sendo substituídos pelo fluxo de assinaturas de serviços de streaming. Para Barros, porém, essa não é exatamente a estratégia do YouTube, que não pretende substituir a publicidade como principal meio de garantir o acesso gratuito à maioria dos vídeos.

Nesse sentido, a plataforma também trabalha junto com os anunciantes para garantir que as propagandas exibidas antes dos clipes seja mais arrojada e efetivamente atraia a atenção do usuário. Com o tempo, ela deve se tornar mais efetiva e menos intrusiva, sem que você fique ansioso para pular o comercial e partir logo para o vídeo desejado.

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