Polícia põe fim ao sofrimento de crianças vítimas de abuso sexual nas Filipinas

Por Redação | 17 de Janeiro de 2014 às 17h23
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Autoridades policiais do Reino Unido, Estados Unidos e Austrália desmantelaram uma rede internacional de pedofilia cujas atividades estavam concentradas, principalmente, nas Filipinas.

De acordo com a BBC, o esquema de pedofilia já era investigado desde o ano de 2012 pela "Operação Esforço" e, nessa última quinta-feira (16), deteve 29 pessoas, incluindo 11 filipinos que ajudaram a organizar a atividade criminosa em comunidades carentes no país.

O objetivo da operação é vasto e pretende combater "cada ponto da rede" nos mais de 14 países nos quais vem sendo conduzida – desde pais que oferecem seus filhos como brinquedos sexuais na internet, até os pedófilos que pagam para vê-los nus.

"Com as investigações pudemos identificar alguns indivíduos extremamente perigosos que acreditam poder se safar das acusações simplesmente porque pagam para abusar destas crianças", disse Andy Baker, vice-diretor do comando da divisão de combate à exploração infantil e proteção online da National Crime Agency (NCA). "O fato de estar longe de onde as coisas acontecem não torna ninguém inocente de nada. Acredito que todos são responsáveis pelos abusos que estas crianças sofrem, independente de onde estejam".

Ao todo, quinze crianças com idades entre 6 e 15 anos foram resgatadas pelos investigadores. No entanto, acredita-se que muitas outras estejam inseridas no esquema. Um dos repórteres da BBC visitou um dos barracos montados para a prática do abuso na favela de Ibabao, ao sul do país. O local já havia sido invadido pela polícia, mas ainda era possível encontrar um colchão sujo no chão e holofotes pendurados no teto. "Pais e mães traziam seus filhos para cá para exibí-los em troca de dinheiro, que era dado pelo dono do local", disse o oficial de polícia Denis Comunay.

Lani, uma adolescente filipina, relatou que foi forçada a participar da indústria do sexo virtual por seu tio. "Quando as pessoas escutam sobre abuso sexual de crianças na internet, talvez pensem que não há nenhum efeito colateral físico para nós", contou a jovem à BBC. "Mas isso mexe com você, com o que você é. Isso toma suas coisas boas, sua dignidade e sua inocência".

Dezessete dos suspeitos que foram presos são britânicos. Cinco deles já foram condenados. Um deles é Timothy Ford, que sem querer permitiu que as investigações começassem depois que a polícia conseguiu rastrear conteúdo de pornografia infantil saindo e chegando em seu computador.

Ele confessou que chegou a pagar US$ 21 para assistir a uma criança em um ato sexual e que tinha planos de adquirir imóveis nas Filipinas. A ideia era montar seu próprio negócio lá, provavelmente relacionado à exploração sexual de menores. Agora ele cumprirá mais de 8 anos de detenção.

A NCA diz estar conduzindo outras três investigações semelhantes à que culminou na "Operação Esforço" e que, ao todo, já identificou 733 suspeitos na Austrália, Estados Unidos, França, Alemanha, Canadá, Hong Kong, Holanda, Suécia, Taiwan, Dinamarca e Suíça.

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