Polícia investiga morte de CEO de câmbio de Bitcoins

Por Redação | 11 de Março de 2014 às 09h45

A polícia de Singapura está investigando a morte de Automn Radtke, de 28 anos, que foi encontrada no chão de seu apartamento no dia 26 de fevereiro. Ela era a diretora da First Meta, uma empresa especializada em vender créditos para jogos online que, recentemente, também começava a se aventurar na troca de Bitcoins por dólares.

A hipótese de assassinato já foi descartada, mas as autoridades estão avaliando se a morte “não natural” pode ter a ver com a entrada das criptomoedas nos negócios da companhia, um serviço que ainda estava em fase de testes e não havia sido lançado oficialmente. Também há suspeitas de que ela teria investido boa parte de seu dinheiro nas Bitcoins, um fator que poderia ter motivado a retirada da própria vida.

Esse, porém, não parece ser o caso. De acordo com Steve Beauregard, que também é presidente de um exchange de Bitcoins, a morte estaria relacionada a outros aspectos da vida de Radtke. Em declarações feitas à agência Reuters, ele afirmou ter sido uma das últimas pessoas a terem visto a executiva com vida e afirmou que ela tomou “uma decisão permanente para problemas de curto prazo”.

A informação de que a morte de Radtke nada tem a ver com as moedas virtuais também é corroborada por Jupe Tan, vice-presidente de uma empresa de tecnologia chamada Plug and Play, que possuía investimentos recentes na First Meta. Ele contou que teve participação ativa na mudança da executiva dos Estados Unidos para Singapura e que ela estava entusiasmada com a oportunidade de ser a diretora de sua própria startup.

Ela era uma das poucas mulheres a participarem ativamente da comunidade das Bitcoins, aproveitando-se de sua experiência com dinheiro de jogos online na tentativa de criar um sistema seguro para troca das criptomoedas por dólares. Em uma breve mensagem publicada em seu site, a First Meta lamentou a morte e afirmou que Radtke era uma inspiração para todos que trabalhavam na empresa.

As Bitcoins vêm sendo cada vez mais assunto de manchetes negativas após a quebra do MtGox, um dos maiores câmbios mundiais da criptomoeda. A empresa abriu pedido de falência no final de fevereiro após o desaparecimento de cerca de R$ 1,2 bilhão em dinheiro virtual.

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