Pesquisa mostra que o Brasil ainda não está apto para exibir vídeos em 4K

Por Redação | 08 de Janeiro de 2015 às 11h58

O Brasil ainda não está preparado para receber vídeos no padrão 4K, pois somente 0,5% das conexões do país tem essa capacidade. Os dados são de um relatório publicado nesta quinta-feira (8) pela empresa de infraestrutura de internet Akamai, segundo informa o jornal Folha de São Paulo.

O estudo cita que no terceiro trimestre de 2014, somente uma das quatro conexões residenciais e corporativas do país foram consideradas como banda larga, ou seja, que disponibilizam velocidade acima de 4 Mbps. A taxa média de velocidade registrada no Brasil foi de 2,9 Mbps, sendo um crescimento de 9,5% em relação a 2013. Em uma classificação mundial, o Brasil perdeu uma posição, ficando em 90º. A líder Coreia do Sul tem a média de 25,3 Mbps, enquanto a média global é de 4.5 Mbps.

O crescimento da velocidade global cresceu 25% em 2014, comparando com o mesmo período de 2013. Contudo, em relação ao trimestre anterior do examinado, houve uma queda de 2,8%. Segundo a Akamai, isso acontece porque grande parte dos usuários se contenta com a velocidade oferecida e não tem a intenção de aumentá-la para assistir conteúdos em altíssima resolução. Para se ter uma ideia, o streaming de vídeos em 4K só está apto em conexões com velocidade mínima de 15 Mbps.

"É óbvio que as provedoras têm interesse em oferecer fibra ótica, maior velocidade, mas falta capital. Não só capital financeiro, mas também humano. Você não encontra técnicos de fibra ótica em qualquer esquina. Isso no Sudeste, quem dirá Norte, Nordeste", explicou Jonas Silva, executivo da Akamai para a América Latina.

A pesquisa da Akamai analisou 246 países que estão conectados à companhia, totalizando 50 mil servidores em todo o mundo. Silva comenta que ainda há pouco conteúdo no padrão 4K, e que aposta no futuro com as fabricantes de televisão e estúdios. A Netflix e a Amazon já disponibilizam nos Estados Unidos algumas séries e programas com o novo padrão de resolução.

Internet móvel

O relatório da Akamai aponta que 1,2% das conexões brasileiras feitas através de dispositivos móveis podem ser consideradas de banda larga. O Brasil tem média de 1,5 Mbps, ficando à frente da Argentina, que conta com 1,3 Mbps, e atrás da Venezuela, com 6 Mbps, Uruguai (2,4 Mbps), Colômbia (2,1 Mpbs) e Chile (1,8 Mbps). Nos Estados Unidos, a média é de 5,8 Mbps. A líder Coreia do Sul conta com média de 18,2 Mbps.

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