Para se defender, vítima de estupro é forçada a abrir seu Facebook e e-mail

Por Redação | 14 de Outubro de 2012 às 10h10

O estupro é um crime indefensável, mas mesmo assim muitos advogados continuam utilizando uma tática primitiva: a de transformar a vítima na causadora da violência. E foi exatamente isso que aconteceu com uma jovem de 25 anos, Jennifer Bennett, que mora nos Estados Unidos.

Conforme nos conta o CNET, Jennifer conheceu um rapaz chamado Thomas Bray, um anestesista e professor de um colégio da comunidade local, em um site de relacionamento, o Match.com. Eles marcaram um encontro, e até então ela achava que tudo corria bem.

O que ela não esperava era ser submetida a cinco horas de brutalidade, com direito a ser espancada, estrangulada e agredida sexualmente por Thomas. Depois do acontecido, ela prestou queixa e levou o caso ao tribunal. O que ela não esperava era que os advogados de defesa de Thomas fossem intimidá-la com uma busca nos registros do seu computador. Eles queriam ter acesso às suas atividades no Facebook, e-mail e até mesmo suas buscas no Google! Os defensores pediram as informações correspondentes ao período de um mês antes e um mês depois do ataque.

"Eu não era a criminosa", disse Jennifer durante uma entrevista para um programa de TV. Ela disse que nunca imaginou que alguém iria querer utilizar suas pesquisas do Google como forma de defesa para o que tinha acontecido. Jennifer e sua advogada se recusaram a cumprir a intimação e revelar os dados solicitados pela defesa. O juiz responsável pelo caso acatou as acusações e o rapaz foi, finalmente, condenado a 25 anos de prisão.

Infelizmente, é comum que as atividades online realizadas pelas pessoas sejam cada vez mais usadas para diversas finalidades. Seja por chefes, possíveis empregadores e também no sistema jurídico, esses rastros acabam sendo levados em conta.

E você, acha que as buscas feitas no Google determinam a personalidade de uma pessoa?

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