Operador de site de pornô de vingança quer suas fotos removidas do Google

Por Redação | 26 de Fevereiro de 2015 às 16h44

O americano Craig Brittain, que em janeiro foi proibido pela Comissão de Comércio dos Estados Unidos de operar um site baseado em pornô de vingança, pede agora que o Google remova imagens pessoais suas das buscas, incluindo links para sites de notícias. Ele utiliza a lei de direitos autorais para solicitar a remoção, alegando que veículos utilizaram fotos e informações não autorizadas ao falarem sobre o caso.

Brittain era o administrador do Is Anybody Down, uma plataforma voltada para a postagem de fotos íntimas de mulheres. Ao contrário de outros responsáveis notórios de serviços do tipo – como Eric Chason e Kevin Bollaert, do You Got Posted, por exemplo – o administrador era o próprio responsável por receber e publicar as imagens, utilizando meios obscuros para a obtenção do material, segundo a FCC.

Um desses métodos era um sistema de recompensas. Usuários dispostos a pagar poderiam solicitar à comunidade informações sobre uma pessoa específica. Os pagamentos eram de cerca de US$ 100 por material, que poderia ser publicado para todos ou então enviado apenas para o usuário pagante.

Além disso, ele operava um esquema que cobrava de US$ 200 a US$ 500 para que as fotos íntimas fossem tiradas do ar, em um serviço que parecia não ter associação com o Is Anybody Down. Apesar de ainda não ser processado judicialmente pelo caso, a justiça americana determinou que ele interrompesse imediatamente as publicações e as tirasse o site do ar, uma medida que foi cumprida por Brittain.

Enquanto isso, por outro lado, ele protestava publicamente contra a cobertura feita pela imprensa internacional, principalmente por sites de tecnologia. O pedido de remoção de imagens e informações é mais uma etapa nessa briga contra a mídia, e ele nega veemente ter qualquer relação com os serviços de retirada das fotos do ar, e que todas as remoções aconteciam por meio de solicitações extrajudiciais. Além disso, defendia o sistema de recompensas afirmando se tratar de uma forma de fornecer conteúdo adulto para seus usuários.

Apesar disso, ele admite que parte do conteúdo publicado no site realmente se tratava de pornô de vingança. Ele tem até um número em relação a isso – seriam 50 imagens publicadas sem a autorização das mulheres retratadas, um total pequeno dentro de um universo de centenas de pessoas que estariam expostas por lá. Algumas, inclusive, teriam obtido contratos para atuarem como modelos após a publicação, com salários acima dos US$ 100 mil.

De acordo com as informações do The Verge, que ée um dos sites citados por Brittain como alvo de remoção, é improvável que o Google aceite os pedidos com base em direitos autorais, mesmo após a aprovação de uma lei europeia que garante aos cidadãos o “direito a ser esquecido”.

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