Netflix diz que TVs tradicionais deverão acabar até 2030

Por Redação | 26 de Novembro de 2014 às 13h30

Não é novidade para ninguém que a indústria de streaming de conteúdo, seja gratuito ou por assinatura, tem roubado uma fatia cada vez maior do mercado tradicional das televisões. Apostando em uma solidificação cada vez maior desse segmento, o CEO da Netflix, Reed Hastings, afirmou que os modelos tradicionais de TV estão morrendo e devem deixar de existir até 2030.

O executivo comparou as mudanças no setor de entretenimento com a chegada dos primeiros carros. Ele explica que, assim como no passado, os cavalos pareciam uma alternativa boa até a chegada das máquinas e, por mais que sejam usados até hoje, os animais não têm mais a mesma utilidade. O mesmo vale para a TV e o streaming, com os usuários optando cada vez mais por conteúdo sob demanda em vez da programação tradicional vista nas emissoras de televisão aberta e a cabo.

Como exemplo dessa nova tendência, Hastings cita mercado da América Latina. Segundo o empresário, o território é o que mais cresce em todo o mundo em termos de acesso à internet, com mais e mais famílias assinando planos de banda larga. Na mesma medida, cresce também a adesão a serviços de streaming, enquanto a audiência das TVs está em queda livre.

Falando em medições de público, o CEO criticou os planos do instituto Nielsen, que deve começar em breve a medir a audiência também de shows disponíveis apenas por streaming, como as produções originais da Netflix "Orange is the New Black" e "House of Cards". A organização pretende realizar essa medição por meio da análise de áudio e, por enquanto, deve fazer isso apenas em set-top boxes e televisores inteligentes.

Para Hastings, essa segregação na medição é muito pouco relevante e não vai de maneira alguma refletir o potencial real dos programas e seriados. Tudo isso devido à ausência dos setores mobile nessa análise que, de acordo com o executivo, equivale a uma bela parcela de seus usuários e espectadores diários, mas que não será levado em conta. As informações são do Hollywood Reporter.

Hastings ainda afirma que um dos grandes destaques da Netflix está na possibilidade de obter qualquer conteúdo, de qualquer lugar e a qualquer momento, até mesmo uma quebra do monopólio dos cinemas em relação aos grandes lançamentos. Recentemente, a empresa anunciou a produção de uma sequência de O Tigre e o Dragão, de Ang Lee, que estreará simultaneamente sem sessões cinematográficas e também no serviço online.

As palavras negativas do CEO da Netflix rebatem a ideia de que os números de audiência dos serviços de streaming medidos por institutos independentes podem ter impacto sobre contratos de licenciamento ou renovação de conteúdos. Ao que tudo indica, parece que as companhias do setor não concordam muito com isso.

Em meio à questão, a Netflix comemora sua chegada bem-sucedida a países como a Nova Zelândia e a Austrália, onde o serviço foi lançado nas últimas semanas. Segundo alguns rumores, o próximo passo para a empresa é o território asiático, com uma operação que deve começar no Japão e posteriormente alcançar a China.

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