Namorada de Aaron Swartz revela detalhes de seus últimos dias de vida

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2013 às 12h10
photo_camera Mashable

Taren Stinebrickner-Kauffman, a namorada do ativista Aaron Swartz, encontrado morto em seu apartamento no mês de janeiro, decidiu relatar tudo que sabia sobre a vida dele e também os detalhes íntimos sobre os seus últimos dias de vida em uma página no Tumblr. Ela alega que a morte de Swartz foi causada pela "exaustão, perseguição, incerteza e por medo".

Taren, que encontrou seu namorado após cometer suicídio no dia 11 de janeiro, dedicou grande parte do seu texto para desmentir a hipótese de depressão como a principal causa para a morte de Aaron Swartz. "Ao longo dos seus últimos 20 meses de vida, Aaron passou mais tempo comigo do que com qualquer outra pessoa no mundo. E na maior parte dos seus últimos oito meses de vida, nós vivemos juntos e trabalhamos no mesmo escritório", escreveu Taren. "Eu nunca me preocupei em saber e entender se ele estava deprimido, até suas últimas 24 horas de vida".

A namorada também revelou que Aaron Swartz era uma pessoa muito sociável e que gostava de passar muito tempo com seus amigos mais próximos, além de ter muitos planos para o futuro e ambições. Ela revelou que no dia 9 de janeiro, dois dias antes da morte do ativista, Swartz passou grande parte do dia conversando com um amigo australiano chamado Sam sobre uma nova organização que estava planejando iniciar. "Sam perguntou se ele tinha apoio para a organização, e Aaron afirmou que todo mundo que foi competente o suficiente para apoiá-lo, estava, de fato, apoiando-o - clássica demonstração da arrogância pessimista de Aaron, mas também um lembrete de que seus amigos estavam com ele", relatou Taren.

Aaron Swartz e namorada

Reprodução: TechCrunch

Ainda em seu texto, Taren afirma que Aaron Swartz nunca teve problemas com auto-estima e que afirmar que ele cometeu suicídio por causa de problemas mentais desvia completamente o foco da causa, uma acusação grave. Swartz era acusado de ter acessado computadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e do Jstor e roubar arquivos e revistas científicas - se fosse condenado, ele deveria pagar mais de US$ 4 milhões (R$ 8 milhões) em multas e pegar até 50 anos de cadeia.

O texto de Taren Stinebrickner-Kauffman é bastante revelador e deverá ajudar nas investigações sobre o real motivo pela morte de Aaron Swartz.

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