NET e Embratel são os provedores que mais fazem traffic shaping, afirma estudo

Por Redação | 10 de Agosto de 2012 às 11h55

Um estudo divulgado esta semana pela Measurement Lab, especializada em detectar traffic shaping, mostra que a NET e a Embratel são os provedores de internet que mais utilizam a prática ilegal no Brasil. O protocolo é o responsável por diminuir a velocidade de navegação em determinadas atividades estabelecidas pela provedora.

O protocolo não é usado de forma explícita e muitas empresas negam fazer uso da prática. O traffic shaping diminui a velocidade de download em determinadas horas do dia para que as pessoas que não utilizam serviços como BitTorrent possam ter uma navegação rápida para acessar seu e-mail e ver vídeos no YouTube, por exemplo.

Pesquisa traffic shaping Brasil

O traffic shaping é uma medida ilegal e muito usada pelos provedores de internet

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De acordo com o TorrentFreak, a NET, que utiliza a mesma infraestrutura da Embratel, foi a empresa que mais fez uso do protocolo no primeiro trimestre de 2012, tendo alterado 13% da navegação dos usuários. E em segundo lugar está a Oi, com 9% de alteração no tráfego.

A empresa coleta esses dados com base em testes feitos pelos usuários utilizando o Glasnost, que tenta identificar se uma conexão está sendo manipulada com o protocolo. E se no período forem realizados menos de 10 testes com determinada operadora, ela não é inclusa nos resultados finais da pesquisa.

"O Glasnost tem a chance de gerar 1 a cada 10 falsos positivos (ou falso negativo). Em geral, os provedores que possuem porcentagem inferior a 10% de DPI ao longo de trimestres consecutivos não são sucetíveis de estar fazendo nada ilegal. Aqueles cujos resultados variam de 11% a 50% estão dispostos a usá-lo de forma limitada, enquanto os provedores com DPIs superiores a 50% estão propensos a usá-los para manipular quase todo o tráfego de BitTorrent que encontram", afirmou a Measurement Lab.

O estudo ainda revelou que no quarto trimestre de 2011, a Embratel efetuou mais de 60% de alteração no tráfego, enquanto a NET manipulou 15% da conexão de internet dos seus usuários.

A instituição ainda afirma que se os usuários querem uma conexão de internet de banda larga sem alterações devem ficar atentos aos rankings.

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