Marco Civil: como os brasileiros reagiram à sanção da lei nas redes sociais?

Por Redação | 23 de Abril de 2014 às 19h05
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Na manhã desta quarta-feira (23), a presidente Dilma Rousseff sancionou o Marco Civil da Internet, uma espécie de Constituição que reúne os direitos, deveres, princípios e garantias para provedores e usuários de internet. O projeto, que trancava a pauta da Câmara dos Deputados por quase três anos, foi aprovado no dia 25 de março deste ano e logo em seguida partiu para o Senado, onde foi aprovado em menos de um mês.

Mas como os brasileiros reagiram à sanção da lei? De acordo com um levantamento da empresa de comunicações Burson-Marsteller, 69% dos internautas apoiaram a aprovação do texto. Como informa a revista EXAME, entre os dias 17 e 18 de abril, a companhia analisou cerca de 12 mil posts sobre o tema publicados em redes sociais, blogs e em sites online.

O Twitter foi a principal fonte das menções, com 92% das análises. Pelo microblog, mais de 25 milhões de pessoas publicaram um tweet ou entraram em contato com o tema. O índice de aprovação dos tuiteiros para o Marco Civil chegou a 74%, enquanto que 21% se mostrou contra o projeto. Outros 10% preferiram não comentar.

Por outro lado, a lei que vai reger a internet no Brasil não foi bem recebida pelos usuários do YouTube e do Facebook. No site de vídeos do Google, apenas 4% se posicionaram a favor das novas regras, 4% não votaram e 91% se disseram contra a proposta. Já no Facebook a porcentagem de desaprovação é um pouco menor, mas bem mais elevada dos internautas a favor: 71% não concorda com o projeto, 23% são favoráveis e 6% votaram neutro.

"O resultado do estudo aponta para uma importante mobilização em torno da aprovação do marco civil que afeta diretamente setores como tecnologia, telecomunicações e comunicação", afirmou em nota Francisco Carvalho, presidente da Burson-Marsteller Brasil em nota divulgada à imprensa.

Marco Civil

O Marco Civil da Internet no Brasil reúne as leis básicas que definem os princípios, garantias, direitos e deveres para quem usa internet no país. A partir de agora, os mais de 100 milhões de brasileiros que acessam a web, além de empresas nacionais e estrangeiras que fornecem serviços de redes e aplicações para outras pessoas, serão regidos por essa nova Constituição.

São três pontos principais que definem o projeto. O primeiro é a privacidade, que garante ao internauta a segurança de que seus dados e informações pessoais não serão violados, filtrados, vigiados, vendidos ou analisados livremente por provedores de internet. Outro princípio é a remoção de conteúdo, que não vai mais responsabilizar as empresas pelos conteúdos publicados pelos usuários na web e impedir a chamada "censura privada". O terceiro e último ponto também é o mais polêmico: a neutralidade de rede, uma regra que determina que as operadoras de telecomunicação tratem todos os tipos de conteúdo de forma igualitária.

Para você que ainda tem dúvidas sobre o que tudo isso significa daqui para frente na internet brasileira, leia nosso especial que detalha como as leis do Marco Civil podem mudar sua vida.

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