Julian Assange participará de debate virtual com brasileiros: acompanhe online!

Por Redação | 18 de Setembro de 2013 às 14h01

Fundador do site WikiLeaks, Julian Assange participará de um debate virtual com brasileiros em 18 de setembro, no Centro Cultural São Paulo, na zona sul da cidade. O encontro será gratuito e discutirá temas como liberdade, privacidade e o futuro da internet.

O evento começa às 14h (quando os ingressos para a videoconferência com o ativista começarão a ser distribuídos), com debates sobre governança da internet e monitoramento da rede. A partir das 18h30, o restante das entradas para o encontro virtual com Assange será distribuído. Caso você não esteja em São Paulo ou não possa ir até o CCSP, pode acompanhar o bate-papo aqui

Serão três mesas de discussão, que também contarão com a participação de Juca Ferreira, secretário da Cultura da cidade de São Paulo, e Natália Viana, coordenadora da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, que é responsável por divulgar os documentos vazados pelo WikiLeaks no Brasil.

"A quebra de privacidade pela bisbilhotagem e a prática de espionagem é uma ameaça para os direitos individuais conquistados com muita luta no século passado e é preciso uma grande mobilização para garantir a privacidade e a liberdade na rede e o direito dos usuários a uma cultura livre", afirmou o secretário da Cultura, que promove o evento junto com a editora Boitempo, responsável pelo livro de Assange no país – chamado "Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet".

O WikiLeaks é um site que foi fundado por Assange para revelar informações confidenciais de interesse público, especialmente dados de governos. O site ficou conhecido mundialmente em 2010, quando divulgou segredos do exército dos EUA e documentos diplomáticos. O ex-soldado Bradley Manning foi considerado culpado por fornecer informações a Assange e condenado a 35 anos de prisão.

Atualmente, Assange vive um impasse internacional e se encontra abrigado na embaixada do Equador, em Londres. Ele é acusado de crimes sexuais na Suécia e, se deixar seu local de asilo, será extraditado para responder judicialmente às infrações. O ativista nega as acusações e afirma que elas foram forjadas com motivação política, como uma represália pela revelação de documentos secretos.

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