Internet a baixo custo: a chave para que 4 bilhões de pessoas saiam da pobreza

Por Colaborador externo | 13 de Março de 2015 às 11h11

Por Sebastián Siseles*

Cerca de 60% da população do mundo, o que representa mais de 4 bilhões de pessoas, não têm acesso à internet. Essas pessoas vivem com US$ 10 por dia e muitos outros, infelizmente, com muito menos. Sem acesso à internet, a maioria dos países em desenvolvimento terá que melhorar radicalmente a sua taxa de conectividade para ter uma vida mais sustentável e melhor para seus habitantes. Por sua vez, isso tem um efeito de longo prazo sobre o PIB.

Uma série de iniciativas como Internet.org e o projeto Google Loon já iniciaram o caminho para que mais pessoas estejam conectadas. Por sua vez, Richard Branson e a OneWeb querem conseguir que isso aconteça mais rapidamente. A OneWeb construirá, lançará e operará a maior rede de satélites do mundo. Sua missão será levar o acesso à internet a todo o mundo e tem o objetivo de oferecer um serviço de internet rápida nas zonas rurais e emergentes.

Isso é muito positivo, mas o que as pessoas vão fazer quando finalmente tiverem internet?

O primeiro passo será encontrar a maneira de fazer dinheiro com essa nova possibilidade de se conectar com milhões de pessoas em todo o mundo. É neste momento que os mercados online entram em ação e as plataformas para comprar e vender produtos e serviços se convertem no melhor caminho para sair da pobreza.

A transformação para o bem do mundo em desenvolvimento será a proliferação do acesso à internet a baixo custo. Tendo o acesso, não importa onde a pessoa viva e sua origem socioeconômica, é possível ter acesso ao conhecimento humano, à educação. Além disso, a internet é a ferramenta mais democrática que existe em que todos, em condições iguais, podem fazer a compra e venda de produtos e serviços – entendendo por serviços suas habilidades e conhecimentos – a qualquer pessoa em qualquer lugar e a um só clique de distância. Em países emergentes, em que existe grande habilidade, conhecimento e capacidade de adaptação em todas as circunstâncias, somando internet a baixo custo com plataformas de trabalho online podem realmente melhorar o status econômico da população.

Trabalhando com freelancers do mundo inteiro, vemos cada vez mais pessoas aderindo a este tipo de trabalho, desde desenvolvimento de software, redação, banco de dados, design até engenharia, ciências, marketing digital, contabilidade e serviços legais.

Nunca antes foi tão fácil encontrar um trabalho e aumentar a capacidade das empresas de realizarem seus trabalhos oferecidos. Freelancers em países como Índia, Paquistão, Bangladesh, Argentina, Brasil, Colômbia e México, entre muitos outros têm se beneficiado por conseguirem ganhar mais de US$10 por hora. Com mais pessoas tendo acesso à internet nos próximos anos, vamos ter um mundo mais inteligente e mais conectado, onde todos tenham oportunidade de ganhar um salário mais digno.

*Sebástian Siseles é formado em Direito, pela Universidad de Buenos Aires, e em Marketing, pela Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales, com MBA pela University of Pittsburg, Sebastian é diretor do Freelancer para a América Latina, responsável pela expansão do site na região. Especialista em finanças corporativas e práticas gerais de negócios, o executivo também fundou em 2009 a Weemba.

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