Inpi começa a usar sistema 100% digital de pedido de patentes e marcas

Por Redação | 20 de Março de 2013 às 16h30

O Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) anunciou nesta terça-feira (19) que começará a utilizar um sistema 100% digital para receber pedidos de patentes e registros de marcas, o e-Patentes Depósito, sem a necessidade do preenchimento de formulários de papel. O órgão quer tornar o acesso de empresas ao seu serviço mais fácil e a conclusão dos pedidos mais rápida – atualmente, o registro de uma marca pode levar até sete anos para ser concluído. As informações são do TI Inside.

"Dá mais agilidade para nós porque facilita as análises, mas também é bom principalmente para o usuário, que tem um ganho tremendo em praticidade. Ele pode fazer o pedido sem sair de casa ou da empresa, e acompanhar em tempo real a análise de sua solicitação", afirmou Marcelo Chimento, porta-voz do Inpi.

O novo sistema eletrônico de pedido de patentes do Inpi funcionará de forma semelhante ao sistema de Declaração de Imposto de Renda, ou seja, os usuários deverão realizar o download de um programa diretamente no site oficial do Inpi, no qual deverão preencher um formulário com todos os dados e documentos solicitados. Depois, eles deverão voltar ao site Inpi para enviar os formulários preenchidos, que serão destinados para a análise, permitindo que cada usuário acompanhe seu pedido online.

E o Diário Oficial da União, na edição de ontem (19), também publicou as novas regras para o pedido de registro de patentes e marcas no Instituto, com a modernização das normas para seguir a nova etapa de sistema digital do órgão. "O que acontece que é existia uma série de normativos ultrapassados, que não eram mais usados. A fim de organizar isso tudo e facilitar o entendimento, o Inpi decidiu cancelar todas as normas existentes e republicar apenas aquelas que ainda são aplicadas", explicou o porta-voz.

Além disso, o Inpi começará a conduzir uma nova linha de crédito para pequenas e médias empresas junto ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social) para financiar os gastos com pedidos de registros de marcas e propriedade intelectual. A ideia é ajudar os micro-empresários a conseguirem registrar suas marcas no mercado.

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