Imgur quer trabalhar com anúncios a partir de 2015

Por Redação | 11 de Dezembro de 2014 às 16h25

Você pode não conhecê-lo de nome, mas com certeza já visitou alguma página ou viu uma imagem hospedada no Imgur. O serviço é um dos principais hoje em dia quanto se fala em compartilhamento de fotos, sendo elogiado por sua liberdade e pouca moderação. Com isso, obtém um total de 140 milhões de visitantes mensais e já levantou investimentos de US$ 40 milhões. Agora, a empresa parte em busca de sua própria monetização.

A companhia está anunciando a contratação de Steve Patrizi, ex-Pinterest, para a diretoria de marketing da plataforma. É ele que será o grande responsável pela construção de um sistema baseado em anúncios que seja, ao mesmo tempo, interessante para anunciantes e também para os visitantes, que como sempre, não querem ver um monte de propaganda em cima do conteúdo que estão buscando.

A ideia do Imgur é começar a rodar os anúncios a partir de 2015, e o site coloca confiança extrema em Patrizi para fazer isso. Experiência ele tem, tendo sido responsável por trabalhos semelhantes em empresas como LinkedIn e Pinterest, obtendo sucesso na monetização destes serviços sem redução no número de usuários e com baixos índices de rejeição por eles.

Os detalhes mais práticos da coisa ainda são escassos, mas segundo ele, a ideia é transformar o Imgur de um simples serviço de hospedagem de imagens em uma “comunidade onde se contam histórias”. Como publicado pelo The Verge, o objetivo agora é incentivar a criação de novidades, a descoberta de conteúdo e, acima de tudo, a discussão por meio de um sistema avançado de comentários, que também deve passar a funcionar junto com a plataforma de anúncios.

É justamente nesse enrosco que está a grande batalha do Imgur. Por via de regra, ele é, sim, um serviço de hospedagem de imagens. Mas as já citadas liberdade e moderação pouco intrusiva, esta muitas vezes feita a partir de denúncias dos próprios usuários, também o transformam em um hub de compartilhamento de conteúdo irregular. Foi por lá, por exemplo, que foram disseminadas muitas das fotos do The Fappening, como ficou conhecido o grande vazamento de fotos íntimas de celebridades, há alguns meses. Isso sem falar nas fotografias de anônimas, tão explícitas quanto, e também com muito sucesso na plataforma.

Esse é o tipo de coisa que a diretoria da empresa pretende afastar, e ela já começou a fazer isso. Com contas oficiais, empresas como Tesla Motors e UPS, por exemplo, têm ganhado destaque por transformar o Imgur em algo semelhante ao Instagram, compartilhando imagens de bastidores e um olhar direto sobre seus cotidianos. É aqui que reside mais uma possibilidade de monetização para a empresa, já que tais posts vêm sendo bem aceitos pelos usuários.

Resta saber, apenas, de que maneira as empresas mais tradicionais irão se comportar quando verem seus posts institucionais aparecendo na página principal ao lado do mais recente vazamento de celebridades ou dos novos memes da internet. Pois, além de ajudar na moderação, são os usuários, também, que votam nas fotos que aparecem na página principal do serviço. E é aí que pode estar o principal ponto de interrogação para a transformação do Imgur de serviço em um modelo de negócios lucrativo.

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