Governo dos Estados Unidos está testando “nova internet”

Por Redação | 15.05.2014 às 16:15

Nos primórdios, a Internet começou como um sistema de comunicação utilizado pelo exército dos Estados Unidos. Agora, o governo norte-americano parece estar disposto a fazer isso de novo, já que anunciou um investimento de US$ 15 milhões no que está sendo chamado de “nova internet”, uma rede com protocolos diferentes e que começou a ser desenvolvida em 2010.

De acordo com o G1, o trabalho está nas mãos da National Science Foundation, uma agência do próprio governo dos EUA que trabalha em projetos científicos de educação e desenvolvimento de novas tecnologias. A ideia, desta vez, é criar uma nova rede que seja mais segura, suporte melhor seu próprio crescimento e, acima de tudo, dê mais suporte legal no caso de processos judiciais movidos contra usuários ou serviços que, eventualmente, realizem atividades ilegais ou irregulares.

Mas não se preocupe, você não terá que refazer o seu site no futuro ou criar contas em redes sociais da nova internet. De acordo com a NSF, o objetivo é criar protocolos e tecnologias que possam ser aplicados à infraestrutura existente ou que sigam além dela, podendo ser adotados pela indústria ou governos e aplicados sobre as plataformas existentes hoje.

Chamado “Future Internet Architecture”, ou “Arquitetura da Internet do Futuro”, os investimentos do projeto serão divididos entre três universidades americanas não divulgadas. São elas que colocarão em prática os softwares e protocolos para testar a usabilidade e funcionamento dessa nova rede, além de ver até que ponto ela aguenta a demanda e a utilização massivas encontradas online hoje em dia.

Entre as situações que serão observadas nos testes estão a utilização de vídeos e streaming online, o uso de tecnologias na nuvem para sincronização de dispositivos ou arquivos e o controle industrial pela rede. Diversos parâmetros serão medidos para mensurar a capacidade da nova tecnologia e desenvolver soluções adequadas a tais resultados.

Mas o primeiro passo das instituições de ensino, segundo a organização, é firmar parcerias com organizações e municípios para que a arquitetura possa ser aplicada sobre uma rede existente. Assim, desde o início, será possível verificar eventuais problemas de compatibilidade e demanda, facilitando o processo e evitando que falhas aconteçam caso um dia a “nova internet” saia do papel e acabe aplicada no mundo real.