Google vai fiscalizar visualizações de vídeos no YouTube para evitar fraudes

Por Redação | 05 de Fevereiro de 2014 às 12h13
photo_camera Divulgação

O Google deu iníco nesta terça-feira (4) a uma varredura no número de visualizações dos vídeos hospedados no YouTube. O objetivo é impedir que os usuários cometam fraudes que inflem artificialmente as contagens de views e enganem o internauta sobre a popularidade dos conteúdos. As informações são da BBC.

Segundo a gigante das buscas, alguns usuários utilizam ferramentas para redirecionar ou comprar o número de visitas em um vídeo. Para fiscalizar a fraude, o YouTube vai validar, periodicamente, as visualizações de vídeos de uma conta e remover aquelas que sejam fraudulentas assim que as novas audiências forem atualizadas.

Além de internautas comuns, o Google cita que empresas de marketing e "artistas ruins" também utilizam técnicas ilegais para promover vídeos no YouTube. "Alguns artistas ruins tentam burlar o sistema inflando artificialmente o número de visualizações. Esses artistas não estão enganhando apenas os fãs sobre a popularidade de um vídeo, mas também acabando com uma das qualidades mais importantes e únicas do YouTube [a possibilidade de colocar um clipe dentro no site, no caso]", explicou a empresa.

De acordo com o YouTube, os métodos mais comuns usados para aumentar a quantidade de visitas nos vídeos são:

  • Visualizações de compra a partir de sites desconhecidos;
  • Endereços enganosos e desconhecidos que utilizam truques para reproduzir um vídeo toda vez que o usuário clicar sobre a página;
  • Janelas pop-up;
  • Redirecionamentos: quando a URL muda e atualiza para uma nova página depois que o internauta faz um clique.

"A visualização de um vídeo deve fazer parte de um índice que reflete o interesse genuíno [do usuário], e não um indicador de quantas pessoas acabaram naquele clipe por engano ou inconscientemente", disse o Google. "O YouTube é apenas uma das muitas opções de rede social em que as empresas desejam anunciar. Como resultado, ela [o YouTube] precisa manter a confiança entre os anunciantes".

O Google não informa quantas pessoas podem ser afetadas pela nova medida nas visualizações do YouTube, mas afirma que "a abordagem não irá afetar mais do que uma minúscula fração dos vídeos no site".

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