Google se recusa a bloquear sites que disponibilizam filmes completos no YouTube

Por Redação | 18 de Março de 2014 às 17h38

Apesar de seus termos de uso serem claros quanto à publicação de conteúdo licenciado por direitos autorais, o YouTube é muito usado para upload de filmes completos. E, apesar de todos os seus esforços para coibir a pirataria, o Google se recusou nesta terça-feira a remover de suas buscas uma série de sites que apresentam listagens de longas disponíveis no serviço de vídeos.

A empresa não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram à negação do pedido feito pela MPAA, associação americana que reúne estúdios e distribuidoras de Hollywood para defesa de interesses mútuos. O mesmo tratamento foi dado a sites com o mesmo estilo do Popcorn Time, aplicativo que permite o streaming de longas a partir de arquivos Torrent.

O documento pedia a remoção de quatro sites: MovieFork, FullMovies, Otakhang e UFlix, todos dedicados a indexar as ofertas de filmes completos disponíveis no YouTube. Enquanto os três primeiros apresentam mais opções antigas, o último é de particular importância por reunir também produções recém-lançadas.

O que chama a atenção na atitude, porém, é que o Google já removeu no passado listas de filmes baseados em uploads de serviços concorrentes. Como lembra o site Torrent Freak, é o caso de um pedido de agosto de 2013, que ao ser atendido, removeu a indexação sobre a página do filme “Homem de Aço” no site LTV Live.

É possível que, com a negação, o Google tenha solicitado à MPAA que enviasse o pedido de remoção de conteúdo ao YouTube, requisitando que o conteúdo original saísse do ar, em vez das listagens que levam até ele. O site investe massivamente em algoritmos como o Content ID, capaz de identificar automaticamente conteúdo protegido por direitos autorais, mas mesmo ele parece não estar dando conta do recado.

A notícia vem no mesmo dia em que o Google chegou a um acordo com a Viacom, após quase sete anos de batalha judicial sobre a postagem de programas do conglomerado no YouTube. Apesar dos termos da decisão não terem sido divulgados, fontes ouvidas pela agência Reuters afirmam que não houve pagamento de indenização ou royalties.

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