Google, Facebook e Apple aumentam esforços para respostas relevantes em buscas

Por Redação | 08 de Outubro de 2013 às 19h37
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Quando pensamos em pesquisa online, o primeiro site que nos vem à cabeça é o Google. Atualmente, a empresa detém cerca de 70% do mercado de buscas, enquanto o Bing da Microsoft aparece em um distante segundo lugar. Mas o gigante da web está enfrentando uma série de desafios que podem perturbar seu domínio absoluto no segmento. O maior desses desafios é um novo tipo de pesquisa, chamada de "latente", "abstrata" ou "pesquisa de conversação".

Ao longo dos anos, o Google nos treinou para digitar palavras-chave em ordem de importância na hora de realizar uma busca, e não na ordem em que elas realmente fazem sentido. No futuro, isso pode mudar. Google, Apple e Facebook estão desenvolvendo ferramentas que nos permitem pesquisar de maneira natural, da mesma forma como falamos na vida real. Por exemplo, se buscarmos pela frase "onde tem um bom lugar para jantar?", atualmente vamos nos deparar com resultados inúteis para o que realmente desejamos saber, e é exatamente isso que deve mudar.

Larry Kim, fundador da Wordstream e especialista em pesquisa, descreve a linguagem utilizada pelo Google como algo da época das cavernas. Em conversa com o Business Insider, ele disse que para obter melhores resultados de busca, as pessoas costumam digitar frases complexas, como "direções melhor praia de areia preta Havaí" – quando estão procurando pelo melhor caminho para uma praia no Havaí. A leitura desse tipo de consulta não soa muito natural, e sim como algo que um homem das cavernas poderia dizer. O especialista estima que 20% das buscas no Google são feitas usando esse método antiquado.

Graph Search, do Facebook

O Facebook já lançou sua ferramenta de busca apresentada, o Graph Search, para todos os usuários da rede social dos Estados Unidos, e em breve disponibilizará a novidade para as outras regiões do mundo. Quem já tentou buscar algo no Facebook sabe o quanto é difícil encontrar o que realmente estava procurando. O Graph Search promete tornar os resultados de suas pesquisas feitas na rede social mais relevantes e precisos – sempre levando em conta suas curtidas, amizades e conexões.

Recentemente, um relatório da comScore apontou que as pessoas começaram a passar mais tempo, em média, dentro do Facebook do que no Google. O império de Mark Zuckerberg, que não é baseado em pesquisa, está avaliado em US$ 6 bilhões, enquanto o negócio de buscas do Google está avaliado em US$ 60 bilhões.

Porém, se o Facebook desenvolver de maneira plena um motor de busca decente alternativo ao Google, esses dólares no mercado de pesquisa podem mudar de mãos, e a capacidade de processar perguntas de forma mais natural e apresentar resultados com maior relevância é uma arma fundamental nessa disputa.

Google e seu "Hummingbird"

É claro que o Google não vai ficar apenas "sentado", esperando que seus concorrentes o ultrapassem no segmento de buscas. Seu novo algoritmo Hummingbird, anunciado na semana passada, implementou mudanças importantes para lidar com as pesquisas de conversação. Na verdade, o algoritmo foi considerado a mudança mais significativa que a empresa fez em seu principal produto desde 2001.

O Hummingbird deve atingir cerca de 90% de todos os resultados de pesquisa do Google, mas ainda não se sabe até que ponto. Os resultados de pesquisa produzidos pelo novo algoritmo vão refletir o significado semântico de longas frases inseridas durante a busca, ou seja, resultados bem mais precisos para o que buscamos.

O real propósito da Siri

Como um dos maiores nomes da indústria da tecnologia, a Apple não poderia ficar de fora desse segmento de buscas. A empresa de Tim Cook sabe que o futuro da computação é móvel, e muitas vezes é mais fácil falar com seu smartphone do que digitar solicitações de pesquisa no dispositivo. Para isso, a Maçã possui a Siri, assistente virtual do iPhone.

Assim como o Facebook, se a companhia apostar em uma melhora significativa em sua busca móvel ativada por voz através da Siri, a assistente poderá se tornar verdadeiramente útil para os usuários do iPhone e fazer com que eles passem a utilizá-la ao invés de recorrer ao Google.

Atualmente, a Siri utiliza o Bing como ferramenta de pesquisa na web, e a Microsoft tem um acordo com o Facebook, em que o Bing também é o motor de busca padrão da rede social. A Apple tem poder suficiente para usar qualquer mecanismo de busca que escolher para a Siri. Na verdade, a empresa só migrou do Google para o Bing na última versão de seu sistema operacional, o iOS 7. As parcerias são complicadas, mas a Apple não é a favor do Google – principalmente porque o gigante da web é dono de seu maior concorrente, o Android.

Android e Google Glass

O Google tem seu próprio assistente de voz no Android, o Google Now – que é mais útil do que a Siri. Com o lançamento do Hummingbird e seu aspecto de conversação, espera-se que ele também seja incorporado aos dispositivos Android. Além disso, o Google também está desenvolvendo o Google Glass, os óculos inteligentes ativados por voz. Mais uma vez, a ativação por voz é a chave.

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