Gates e Ballmer sequer olham um na cara do outro agora, afirma revista

Por Redação | 14.10.2014 às 18:21 - atualizado em 15.10.2014 às 08:39
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O nome de Steve Ballmer esteve presente no quadro de funcionários da Microsoft por praticamente 35 anos. Chegando à empresa em 1980, Ballmer foi o 30º funcionário da empresa à época sediada em Bellevue, Washington (EUA) e logo se tornou um dos funcionários prediletos de Bill Gates e sua trupe. Durante todos esses anos, Ballmer não só se fortaleceu dentro da empresa, onde chegou a ocupar o cargo de presidente executivo, como ganhou a confiança de Gates. Agora, de acordo com um relato da Vanity Fair, essa amizade chegou ao fim e os dois sequer olham um na cara do outro.

Segundo a publicação, o fim da amizade ocorreu principalmente devido aos desgastes gerados pelo longo e doloroso processo de aquisição da Nokia. Contudo, há quem indique que as desavenças entre os executivos já vinham ocorrendo desde 2001, quando uma disputa interna pela cadeira da presidência executiva fez Gates olhar aquele que havia sido seu padrinho de casamento em 1994 com outros olhos.

Bill Gates e Steve Ballmer na sede da Microsoft em Bellevue, Washington (EUA), em 1985. Naquela época, o jeito extrovertido de Ballmer estava fazendo com que ele subisse rápido na empresa. Não demoraria muito para que o futuro CEO desse as caras em comerciais e conferências da gigante tecnológica

Bill Gates e Steve Ballmer na sede da Microsoft em Bellevue, Washington (EUA), em 1985. Naquela época, o jeito extrovertido de Ballmer estava fazendo com que ele subisse rápido na empresa. Não demoraria muito para que o futuro CEO desse as caras em comerciais e conferências da gigante tecnológica (Imagem: Reprodução / Vanity Fair)

Apesar do contratempo, ambos trataram de passar uma borracha sobre o ocorrido – que não foi revelado. Mesmo assim, alguns anos mais tarde, mais especificamente em junho de 2013, Ballmer voltou a contrariar o conselho da gigante da tecnologia e Gates. Naquela época, o excêntrico executivo insistia em adquirir a Nokia a todo custo. Tanto Gates quanto o conselho administrativo da Microsoft não concordavam com o movimento, mas aparentemente foram obrigados a engolirem o sapo à medida que as negociações com a finlandesa avançavam.

Fala-se que o mal estar foi tão absurdo que Ballmer chegou a riscar uma linha na areia num dos campos da sede da empresa, em Redmond, e dizer que se eles não "pulassem" para o lado dele, ele abandonaria a empresa. A situação gerada pelo destempero de Ballmer, que via a Microsoft ficando cada vez mais para trás na corrida dos dispositivos móveis, foi solucionada com uma alteração feita nos termos de aquisição da Nokia: ao invés de adquirir a empresa toda, a Microsoft abriria seus cofres para fazer ofertas apenas pela divisão mobile da europeia – e os ânimos se apaziguaram.

A amizade entre Gates e Ballmer extrapolou a de empregador/empregado e logo o CEO e cofundador da Microsoft convidou o excêntrico funcionário para ser seu padrinho de casamento em 1994. Tamanha confiança fez com que Gates, anos mais tarde, passasse o bastão da Microsoft para seu amigo.

A amizade entre Gates e Ballmer extrapolou a de empregador/empregado e logo o CEO e cofundador da Microsoft convidou o excêntrico funcionário para ser seu padrinho de casamento em 1994. Tamanha confiança fez com que Gates, anos mais tarde, passasse o bastão da Microsoft para seu amigo (Imagem: Reprodução)

Até hoje, não se sabe ao certo quais foram os motivos que levaram Ballmer a abrir mão da presidência executiva da Microsoft. Contudo, ao lado de alguns fracassos amargados por ele e um punhado de controvérsias em que se envolveu, esta história parece nos dar uma boa pista do que acontecia nos bastidores da gigante tecnológica enquanto pensávamos que tudo estava indo bem por lá.