Flipboard compra startup de criação de conteúdo em fotos e vídeos

Por Redação | 09.09.2014 às 09:45

Não é só de Apple, Google e semelhantes que vive a dança das cadeiras das empresas. Nesta segunda-feira (08), o Flipboard anunciou a compra do Ultravisual, uma ferramenta online colaborativa para criação de conteúdo baseado em fotos e vídeos. Trata-se de uma startup americana que é descrita pelo Re/Code como o “Instagram, mas com um pouquinho de Tumblr”, oferecendo plataformas de edição um pouco mais avançadas.

Os detalhes da compra não foram revelados, mas ela teria sido realizada por meio da partilha de ações do Flipboard. Além disso, todos os funcionários da Ultravisual passam agora a trabalhar para sua compradora, no que a companhia chamou não apenas de uma aquisição de tecnologia, mas também de talentos, com gente de renome que vai ajudar a melhorar os serviços do leitor de notícias.

O foco, aqui, são as “revistas” que podem ser criadas pelos usuários. No Flipboard, o tradicional feed RSS é substituído por uma curadoria feita pelos próprios usuários ou empresas, que organizam suas próprias listas de notícias de acordo com o próprio interesse ou o de seu público.

Com a chegada do Ultravisual, então, a ideia do Flipboard é garantir que seus usuários tenham acesso a uma variedade maior de ferramentas de produção de conteúdo, criando revistas mais arrojadas e chamativas. Além disso, a aquisição vai além da simples reprodução de conteúdo e, agora, deve permitir que as pessoas trabalhem um pouco melhor com as notícias disponíveis.

Com a aquisição, o Flipboard também afirmou que vai lançar uma nova linha de produtos no final do ano, fruto da aquisição não apenas do Ultravisual, mas de outras companhias como a Zite, também especializada em feeds de notícias. Essa, uma das maiores compras já feitas pela empresa, ganhou destaque na imprensa por estar saindo das mãos da CNN, que até tentou trabalhar com curadoria de conteúdo nesse sentido, mas parece não ter acertado muito na empreitada.

Além disso, a companhia por trás das revistas eletrônicas diz estar prestes a lançar novas ferramentas de monetização, como anúncios em vídeo semelhantes aos que aparecem no Facebook, e a exibição, com destaque, de revistas promovidas por seus próprios criadores. O objetivo, claro, é aumentar o valor das próprias ações e garantir o desenvolvimento da empresa, na mesma medida em que mantém seus serviços gratuitos e abertos para todos.