Ex-funcionários do Google criam ferramenta para buscar pornografia

Por Redação | 16 de Setembro de 2014 às 18h12

Os solitários e os casais em busca de inspiração ganharam agora um aliado de peso. Um grupo de ex-funcionários do Google está anunciando o lançamento do Boodigo, uma ferramenta de busca voltada especificamente para conteúdo pornográfico. A ideia é entregar o conteúdo que os usuários procuram e evitar as pesadas regras quanto a materiais explícitos aplicadas pela gigante das buscas e suas concorrentes “mainstream”.

São três os compromissos aqui. A ferramenta trabalha apenas com conteúdo gratuito e legítimo, além de indicar apenas sites livres de vírus, malwares ou enxurradas de propagandas. Falando neles, a recém-fundada empresa promete que não irá utilizar os dados de seus usuários para fins publicitários, mantendo o anonimato até mesmo ao instalar cookies nos computadores das pessoas.

Além disso, o Boodigo conta com uma ferramenta exclusiva para buscas no Tumblr, uma rede social que também implementou restrições recentes para coibir a postagem de conteúdos explícitos. Pela ferramenta, porém, dá para encontrar páginas especializadas a partir de termos ou tags específicas.

A startup é obra de Colin Rowntree, produtor e diretor de filmes pornôs e um dos principais críticos dos métodos aplicados pelas empresas de tecnologia. Ele culpa o Google pelo que chama de “guetização do entretenimento adulto”, por sua resistência em exibir anúncios de conteúdo pornográfico mesmo quando seus usuários estão claramente buscando por isso.

Em vez de reclamar, ele preferiu criar uma ferramenta que beneficie a si mesmo e à indústria que ele representa. E é justamente aí que entra o segundo aspecto por trás do Boodigo, que é o compromisso em entregar apenas conteúdo gratuito e legítimo. Segundo Rowntree, o mercado pornográfico é um dos que mais sofrem com pirataria em todo o mundo, e ao entregar apenas conteúdo licenciado, as visualizações e usuários são levados para aqueles que realmente têm a ganhar com isso.

Mas como a plataforma será monetizada, pergunta o BetaBeat, responsável pela reportagem sobre o Boodigo? Tudo faz parte de um plano, responde o empresário. Segundo Rowntree, uma vez que a ferramenta atraia público e tenha um giro de usuários diários compatível, espaços publicitários serão colocados à venda para que empresas possam anunciar por ali.

Como o serviço não utiliza cookies nem outros dispositivos de rastreamento, o direcionamento das propagandas será feito a partir das palavras pesquisadas pelo usuário. Assim, acredita o criador, até mesmo o espaço publicitário se torna relevante, já que a busca por um termo específico exibe um interesse, tornando efetivo o comercial exibido ao lado do conteúdo.

Falando em planos, Rowntree tem uma ideia futura que não fica clara tratar-se de realidade ou brincadeira. Ele diz estar disposto também a criar um sistema anônimo de troca de mensagens como alternativa ao Skype ou Google Talk, voltado a encontros casuais e à união de gente com interesses em comum. A plataforma já tem até nome, Boodicall, e deve ser um dos primeiros passos na expansão do Boodigo no mercado.

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