Empresa espacial quer usar satélites com internet de baixo custo

Por Redação | 11 de Novembro de 2014 às 13h55

Balões, drones e agora satélites. É essa última a ideia de Elon Musk, diretor da empresa espacial SpaceX, para levar internet de baixo custo a áreas remotas do globo. Em sua conta pessoal no Twitter, o executivo disse que a companhia já está desenvolvendo uma série de equipamentos do tipo, que serão anunciados nos próximos meses e entrarão em fase de testes já no ano que vem.

Os micro-satélites, como o empresário os chamou, operarão em formações para entregar web a áreas do planeta onde esse tipo de acesso é bastante complicado. Além de Musk, faz parte da empreitada também o ex-executivo do Google, Greg Wyler, que agora trabalha na WorldVu Satellites que, como o nome já diz, é uma das principais companhias em atuação hoje quando o assunto é a transmissão de dados por tais máquinas, por meio de rádio.

Musk já tem um histórico de trabalhar em iniciativas inovadoras, sendo também o CEO da Tesla Motors, um dos nomes mais reconhecidos no campo dos carros elétricos. Ele já está acostumado a investir grandes somas em projetos desse tipo, que nem sempre podem trazer um retorno imediato, mas têm como intuito tornar o mundo melhor, seja pela redução na poluição ou por providenciar acesso à internet para gente que nunca nem mesmo viu um computador em sua frente.

Por isso mesmo ele parece estar preparado para um projeto que sabe não ser nada barato. O executivo não falou em valores, mas disse desejar aproveitar sua experiência no mercado da exploração espacial – sua empresa é uma das contratadas pela NASA para levar suprimentos à Estação Espacial Internacional – para reduzir o custo e o peso dos satélites. Segundo informações do The Wall Street Journal, ao todo, seriam 700 máquinas na etapa inicial do projeto, com preço de cerca de US$ 1 milhão por unidade.

É um valor abaixo do que é visto por aí, mas não muito. O Google, por exemplo, também teria planos de lançar satélites em baixa órbita para entregar internet a áreas remotas, um projeto que custaria cerca de US$ 1 bilhão. Não se sabe ao certo quantos equipamentos serão usados pela gigante, mas é preciso pelo menos uma dezena deles para entregar uma rede que realmente se expanda por longos territórios.

No entanto, a matéria do Wall Street Journal não contou com a aprovação de Musk, que disse que o jornal errou em diversos pontos quanto aos planos da SpaceX nesse sentido. Quais são esses quesitos e o que exatamente a companhia está pretendendo não foi revelado, e a empresa continua em silêncio, mantendo a declaração de seu CEO como a única informação sobre o assunto. Devemos aguardar pelo anúncio oficial para sabermos mais.

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