EUA: FTC quer que buscadores identifiquem melhor o que é anúncio pago

Por Redação | 26.06.2013 às 19:25
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Reguladores dos Estados Unidos advertiram as principais empresas de internet, incluindo o Google, para que elas identifiquem anúncios pagos em seus resultados de busca, especialmente nas versões voltadas para dispositivos móveis.

Na última terça-feira (25), a Comissão Federal de Comércio (FTC na sigla em inglês) dos Estados Unidos disse que enviou cartas a 24 empresas de busca, incluindo o Google, Microsoft e Yahoo!, atualizando suas orientações sobre práticas publicitárias.

De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as orientações da FTC sobre esse tipo de prática são de 2002, e a atualização foi necessária devido ao aumento do acesso à Internet via smartphones, e também do uso de aplicativos especializados e serviços de mídia social para encontrar informações na web.

A intenção da Comissão é que os resultados de busca naturais sejam totalmente distinguíveis daqueles provenientes de publicidade. A FTC tem o poder de multar as empresas que violam suas regras contra a publicidade enganosa.

A Comissão alega ainda que o sombreamento de fundo nos anúncios pagos nos motores de busca nem sempre são suficientemente visíveis para os internautas, especialmente em dispositivos móveis. Vale ressaltar que as cartas enviadas às empresas esta semana não especificam qualquer irregularidade, apenas orientam modificações que futuramente podem ser consideradas infrações.

O Google, motor de busca número 1 do mundo, foi responsável por 73,8% dos US$ 17,3 bilhões gastos em publicidade de busca nos Estados Unidos no ano passado, de acordo com dados da empresa eMarketer. Por meio de um comunicado, o gigante da web disse que uma rotulagem clara e a divulgação de pesquisas pagas sempre foram importantes e que a empresa está constantemente se esforçando para que seus produtos evoluam.

Já o Yahoo!, que teve 6,6% do mercado de publicidade de busca online nos Estados Unidos em 2012, disse que estava revendo seus metódos de destaque e ressaltou seu compromisso com uma experiência de pesquisa transparente. A Microsoft, a terceira maior empresa de busca online no país, se recusou a comentar o assunto.