Como as crianças de hoje reagem ao primeiro Game Boy?

Por Redação | 08 de Julho de 2014 às 08h45
photo_camera Divulgação

Você que tem 20 ou mais de 30 anos, prepare-se para se sentir um pouco mais velho com o novo vídeo do canal do YouTube "The Fine Brothers". Em mais um episódio da série "Kids React" ("Crianças Reagem", na tradução livre), os pequenos foram apresentados pela primeira vez ao pioneiro do mundo dos videogames portáteis, o Game Boy da Nintendo.

De início, os jovens reconheceram que aquilo é um console de mão, e alguns - os mais "velhos", com idades entre 12 e 13 anos - até sabiam que se tratava do primeiro Game Boy (aquele tijolão cinza). "Meu pai tem um desses", disse Caden, um garoto de 10 anos. O problema veio depois que as crianças começaram a fuçar o dispositivo: algumas tiveram dificuldade de encaixar o cartucho do jogo na parte traseira do gadget. "Espere um minuto: você não apenas liga o aparelho e acessa os aplicativos?", reclama Tyler, de 9 anos.

Falando em jogo, as crianças testaram "Tetris", um dos títulos que acompanhou o lançamento norte-americano do console no final da década de 1980. "É meio entediante", disse Evan, de 7 anos; "É meio... pixelado, mas ainda assim é divertido", disse Sydney, de apenas 6; "Este jogo é viciante", afirma Caden. A maior parte das opiniões foi positiva, e algumas até engraçadas. Samirah, de 8 anos, se pergunta se as pessoas "realmente se divertiam jogando isto?", enquanto Evan disse se sentir "triste pelas pessoas daquela época".

Outro momento de surpresa foi quando as crianças souberam que o velho portátil da Big N teve aproximadamente 60 milhões de unidades vendidas, apenas alguns milhões a menos do número de vendas de consoles mais recentes, como o Xbox 360 e o PlayStation 3. "É chocante porque isto [o Game Boy] parece um pedaço de lixo", comenta Asher, de 10 anos. "Isso provavelmente nunca vai acontecer nas próximas gerações", disse Morgan, de 10.

Embora prefiram jogar em seus tablets e smartphones, os jovens reconhecem a importância do Game Boy na indústria de jogos como um todo, e como sua tecnologia foi essencial para o desenvolvimento dos consoles e acessórios eletrônicos portáteis que conhecemos hoje. "Sem o Game Boy, acho que não existiriam o Nintendo DS ou o Wii", disse Morgan. "Sem o Game Boy você não teria os jogos e aplicativos que hoje rodam no seu iPhone ou no seu Samsung", afirma Dylan, de 12 anos.

Talvez os fãs mais saudosistas não gostem de algumas reações. Mas sempre vale lembrar que são épocas diferentes, e que as crianças de hoje já nascem em meio a tecnologias muito mais práticas e avançadas - e, consequentemente, condicionadas a esse tipo de ambiente dominado por telas sensíveis ao toque e aplicativos. Em todo caso, vale a pena assistir e notar como os consoles portáteis mudaram em pouco mais de 20 anos:

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