Caso Silk Road: júri começa a ser composto

Por Redação | 13.01.2015 às 16:32

Com o julgamento que se inicia nesta terça-feira (13), a justiça americana começou a selecionar os jurados que decidirão sobre o destino de Ross Ulbricht, acusado de ser um dos principais responsável pelo Silk Road, o notório mercado online de drogas. Operando na deep web, o site era usado por traficantes e usuários para compra e negociação de narcóticos de todos os tipos e foi fechado no ano passado pelas autoridades dos Estados Unidos.

No processo, Ulbricht, também conhecido como Dread Pirate Rogers, enfrenta uma pena que pode ir de 30 anos até prisão perpétua. Sobre ele, pesam sete acusações por crimes como formação de quadrilha, operação de uma organização criminosa, tráfico de drogas e por ser o suposto mandante de seis tentativas de assassinato. De acordo com o FBI, cerca de US$ 80 milhões em comissões, tudo isso em Bitcoins, foram apreendidos na época do fechamento do Silk Road.

Doze jurados e quatro suplentes, que substituirão os convocados principais em caso de eventualidades, serão escolhidos pela juíza responsável pelo caso, Katherine Forrest, a partir de uma pré-seleção que reúne 90 pessoas. Todos foram voluntários para participar do caso, em uma consulta pública que movimentou centenas de pessoas, principalmente no estado de Nova York. As informações são da Reuters.

A comoção vem, principalmente, pelo fato de diversos protestos com relação à prisão de Ulbricht terem começado agora que a data do julgamento se aproxima. Os defensores do acusado alegam que a justiça americana, mais uma vez, está agindo com exagero nas punições em relação a crimes cometidos na internet como uma tentativa de fazer com que ele sirva de exemplo e precedente para outros casos semelhantes.

Além disso, há quem afirme que o processo é nada mais do que um ataque à liberdade na internet, uma vez que Dread Pirate Rogers operaria apenas os serviços de hospedagem do Silk Road, e não o tráfico de drogas em si. Ainda, o fim do mercado online foi um duro golpe para a economia das Bitcoins, as moedas virtuais independentes que são vistas como uma alternativa viável e descentralizada ao dinheiro ligado a instituições financeiras e bancos centrais.