CEO do Yahoo afirma que privacidade demais prejudica experiência online

Por Redação | 07.10.2014 às 17:51

A privacidade na internet certamente é um assunto bastante delicado. Afinal de contas, se você utiliza redes sociais todos os dias ou navega com frequência pela web, sites e serviços online podem utilizar os seus dados de diversas maneiras, gerando benefício para você ou para eles. Até mesmo pessoas mal intencionadas podem ter acesso ao seu histórico de navegação para tramar algum tipo de golpe, por exemplo.

Por conta disso, a privacidade online é algo duramente defendido por certas pessoas. No entanto, Marissa Mayer, CEO do Yahoo, afirmou que privacidade demais prejudica a experiência das pessoas na internet. Isso porque certos sites e serviços utilizam os seus dados pessoais para entregar um conteúdo ou um produto personalizado. Dessa maneira, uma loja online não tentaria vender para você produtos para jardim se a única coisa que você compra são produtos para carros. Em outras palavras, a sua navegação se torna mais eficiente quando a privacidade é colocada de lado.

Mais libertária do que parece

Contudo, Mayer não defende que os dados online sejam de domínio público – a opinião dela é exatamente o contrário disso. “No meu ponto de vista, você é dono dos seus próprios dados”, explica a executiva. Ela aproveita para completar que, devido a isso, você também deveria ser capaz de decidir qual a finalidade dessas informações. Sendo assim, bastaria você requisitar que não deseja o uso dos dados pessoais para fins publicitários, por exemplo.

Nem todos os grandes nomes da tecnologia concordam com Marissa, é claro. Um dos maiores defensores da privacidade online é John McAfee, que não economiza tempo ao disseminar grandes críticas às “intromissões” feitas por grandes empresas, como o Google. Ao dissertar sobre o assunto, o figurão declarou: “Não podemos ter intromissões em nossas vidas e continuar tendo liberdade”.

De acordo com as informações do site Entrepreneur, o maior revés do raciocínio de Marissa Mayer é o fato de que a privacidade dentro da internet ainda encara algumas batalhas para acontecer da forma correta. Um dos exemplos dados é o do caso do Facebook que, neste ano, foi acusado de manipular mais de meio milhão de perfis para determinar se haveria alguma mudança no psicológico das pessoas, configurando invasão de privacidade.

No entanto, há quem defenda que o funcionamento da internet é este e não há o que ser feito. Complicado, não?