Brasil recebe apoio para a criação de um marco civil global da internet

Por Redação | 27.09.2013 às 18:30

O Brasil está conseguindo o apoio de diversos países para sua iniciativa de criar normas globais que regulamentem a internet. A ideia foi lançada esta semana pela presidente Dilma Rousseff durante a 68ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, EUA.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirma que já conversou com representantes de alguns países, incluindo Alemanha, Turquia e Portugal, e todos apresentaram um feedback positivo em relação ao assunto. "Todos os meus interlocutores se manifestaram, estavam preocupados com essa questão (da espionagem) e apreciaram muito o fato de a presidente Dilma Rousseff ter levantado esse tema na ONU", disse Figueiredo à agência Estado.

Nesta sexta-feira (27), o ministro também irá se reunir com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e com representantes da União Europeia, China, França, Japão e Rússia. Além disso, os chamados Brics (termo utilizado para denominar Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) também se manifestaram por meio de nota na última quinta-feira (26), dizendo que é importante "contribuir e participar em um espaço cibernético pacífico, seguro e aberto".

O ministro Figueiredo acredita que o Brasil terá sucesso em sua iniciativa. "Todos os meus colegas têm estado muito interessados nisso e manifestado grande solidariedade. Eles têm dito que quando a presidente Dilma falou na ONU, falou, na verdade, refletindo o sentimento de todos", disse.

Durante e abertura da Assembleia da ONU, Dilma defendeu o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados. "Lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender, de modo intransigente, o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu país. Sem ele – direito à privacidade – não há verdadeira liberdade de expressão e opinião e, portanto, não há efetiva democracia. Sem respeito à soberania, não há base para o relacionamento entre as nações", disse a presidente.