Brasil é considerado “parcialmente livre” em ranking de opressão na internet

Por Redação | 26.08.2014 às 14:20

A realidade imposta em livros como “1984” e “Fahrenheit 451” tem assustado cidadãos de todo o mundo após vazamento de informações sobre espionagem por parte dos governos. Mas nem sempre este tipo de atitude questionável é feita secretamente. Imagine governos que impõem aos seus cidadãos informações filtradas, restringem o livre fluxo de informações e disponibilizam apenas mensagens previamente aprovadas. Não, isso não é ficção e acontece em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil.

Milhões de pessoas no mundo são vítimas deste tipo de opressão imposta pelos governos. São textos acadêmicos, jornalísticos e outros tipos de informações relevantes que são “obscurecidas” pelos líderes desses países. Em alguns casos, com a facilidade de propagação de informações pelas redes sociais, estas são bloqueadas, assim como sites de mídia social, numa tentativa de manter apenas conversas on-message.

A consciência global sobre essas questões está aumentando, no entanto não rápido o suficiente para frear este movimento de opressão. Segundo o mapa interativo divulgado pela IVPN.net, partes consideráveis do mundo sofrem de violações graves ou parciais, sendo as populações destes países as mais afetadas pela censura na internet.

O mapa utiliza quatro critérios específicos para caracterizar os diferentes níveis de censura que afetam cada nação, e as quatro categorias são: “violações de direitos humanos”, “liberdade na internet”, “obstáculos ao acesso” e “limites para o conteúdo”.

Mapa censura

Quanto maior a pontuação em cada categoria, maior o índice de censura que o país apresenta. O IVPN.net classificou a China como o país mais opressor do mundo com as notas: 38/40 por violação dos direitos humanos, 86/100 para a liberdade na rede, 19/25 para os obstáculos de acesso e 29/35 para os limites para o conteúdo.

Para comparar, o Brasil foi considerado um país “parcialmente livre”, com as notas: 17/40 por violação dos direitos humanos, 32/100 para a liberdade na rede, 7/25 para os obstáculos de acesso e 8/35 para os limites para o conteúdo.

A China está liderando o ranking dos países mais opressores na internet, mas é importante ressaltar que a Coreia do Norte está ausente da lista, pois seus cidadãos têm acesso apenas a uma rede doméstica com a internet limitada oferecida pelo governo. Em seguida aparecem na lista: Irã, Síria, Cuba e Egito, completando os cinco países mais censores do mundo.