Até 2020, mais de 100 bilhões de dispositivos estarão conectados na internet

Por Redação | 02.04.2015 às 14:55

A internet deverá ter 100 bilhões de dispositivos conectados até 2020. Esta informação foi divulgada pelo grupo francês de telecomunicações Alcatel Lucent em parceria com os Laboratórios Bell.

Em entrevista à agência de notícias EFE, Javier Eduardo Rey, vice-presidente de vendas para a América Latina da Alcatel, os provedores mundiais enfrentarão "desafios enormes que requerem as melhores soluções". Ele ainda diz que considera que as necessidades das empresas de comunicação estão crescendo constantemente, mas que o mercado não consegue acompanhar.

Ainda segundo a companhia, o cenário vai exigir um serviço de vídeos dez vezes mais rápido do que o atual, além de melhores servidores que abriguem milhões de dados de mais de sete bilhões de usuários e seus diferentes dispositivos.

Os principais obstáculos são os sistemas das empresas que deverão suprir a exigência dos usuários de maior conectividade. Rey diz que "há soluções no mercado, mas elas foram criadas para certas necessidades que, quando têm que dar um suporte maior, não funcionam".

O vice-presidente afirma que grande parte dos equipamentos conectados na internet no futuro será da América Latina, por ser a região que mais cresce no uso das redes sociais. Por isso, as redes, a tecnologia e as soluções de comunicações precisam ser "suficientemente robustas, escaláveis e dinâmicas para enfrentar o crescimento do número de conexões", afirma.

Rey também lamenta dizendo que as empresas latino-americanas não estão preparadas, e muitas delas pensam que estão. O problema maior está nos erros de segurança dos dados dos usuários, então as companhias precisam de "uma melhor arquitetura da rede para garantir o acesso à informação".

A sugestão de Rey é que as empresas não subestimem o impacto da "necessidade de seus empregados e clientes de ter acesso à informação e conteúdos de forma remota, com a mesma qualidade de serviço e experiência da mesma forma como se estivessem sentados em seus escritórios".

Ele ainda comenta que o papel do governo no aumento da conectividade e no estabelecimento de cidades inteligentes é fundamental. "Não só requer o suporte e o impulso estatal, mas também incentivos fiscais e regulatórios para se tornar viável em longo prazo".

Para o vice-presidente, as redes precisam ser "dinâmicas, flexíveis e escaláveis, para que facilitem conexões quase infinitas para os usuários. Sistemas virtualizados para que sejam de fácil administração são a resposta aos desafios atuais", finaliza.

Fonte: Folha via EFE