Anonymous critica Kim Dotcom e propõe boicote ao novo serviço Mega

Por Redação | 22.01.2013 às 14:48 - atualizado em 22.01.2013 às 19:25

O grupo de hacktivistas Anonymous divulgou um comunicado criticando Kim Dotcom, fundador do serviço de compartilhamento de arquivos Megaupload, e seu recém-lançado produto, o Mega. Lançado nesta segunda-feira (21), o Mega já conta com mais de um milhão de usuários e enfrenta uma série de instabilidades.

Os hackers do Anonymous foram os primeiros a defender Dotcom quando o Megaupload foi retirado do ar no último ano por autoridades norte-americanas, que alegavam que o serviço incentivava a pirataria e promovia o uso indevido de arquivos com direitos autorais. Na época, o grupo afirmou ser o responsável pelos ataques DDoS que atingiram os sistemas do FBI, Casa Branca e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em prol de Kim Dotcom e do Megaupload.

Hoje, após um ano do fim do Megaupload, o Anonymous se voltou contra Dotcom e seu novo produto, alegando que o empresário ajudou os Estados Unidos a encontrar e acabar com outros serviços de compartilhamento. "Por que Kim Dotcom está livre enquanto outros pioneiros do compartilhamento estão apodrecendo na cadeia? Porque ele dedurou. Nós, seriamente, nos arrependemos de ter ajudado Kim Dotcom com publicidade para o Mega. Não sabíamos que ele era um dedo duro", afirmou o grupo em sua página oficial no Twitter. "O Megaupload colaborou ativamente com a investigação. Crime entre piratas é inaceitável".

Kim DotCom lançamento Mega

Evento de lançamento do Mega (Reprodução: The Guardian)

O Mega sofreu desde suas primeiras horas no ar com instabilidades. Alguns hackers que se dizem do Anonymous afirmaram que estão distribuindo ataques DDoS através do novo serviço de Dotcom. Segundo o The Next Web, muitas outras ações maliciosas já circulam pelo serviço, incluindo um mecanismo que supostamente permite que os usuários realizem o download de qualquer conteúdo no Mega sem pagar por nada.

No entanto, os usuários que clicam sobre um link disponível na descrição de um vídeo do Mega no YouTube são redirecionados para uma página repleta de anúncios (e assim, os hackers ganham dinheiro toda vez que os usuários clicam sobre um anúncio diferente).

Além disso, especialistas em segurança encontraram a presença de problemas no código do site e de chaves criptografadas online. Outro pesquisador afirmou que conseguiu desenvolver uma ferramenta relativamente simples, capaz de hackear as senhas dos usuários.