Família de ativista que cometeu suicídio nos EUA culpa o governo e o MIT

Por Redação | 14 de Janeiro de 2013 às 12h28
photo_camera Mashable

Aaron Swartz, 26 anos, um dos principais ativistas a favor de uma web livre e fundador do Reddit cometeu suicídio na última sexta-feira (11) na cidade de Nova York, Estados Unidos. A informação foi confirmada por um tio de Swartz à imprensa especializada.

O jovem foi um dos autores das especificações de RSS quando tinha apenas 14 anos de idade e criou o Infogami, um serviço que, mais tarde, foi substituído pelo misto de fórum e rede social, o Reddit. Além disso, Swartz foi um dos principais protagonistas de uma campanha contrária ao SOPA, projeto de lei que visava regulamentar a internet nos Estados Unidos.

Pessoas próximas ao jovem afirmaram que ele sofria de depressão e tinha crises constantes de enxaqueca, no entanto, a polícia ainda investiga sua morte. "Ele nos faz aspirar por algo", afirmou ao The New York Times Benjamin Hitov, programador Web e admirador do trabalho de Aaron Swartz. "Eu acho que todos nós gostaríamos de ser um pouco mais como ele. A maioria de nós não é tão idealista quanto ele. Mas, nós respeitamos muito isso".

O governo norte-americano, por sua vez, não enxerga o trabalho de Swartz desta forma. Em julho de 2011, o ativista foi preso acusado de roubar mais de 4 mil documentos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e do Jstor, um arquivo de revistas científicas e trabalhos acadêmicos. As autoridades afirmam que ele quebrou o acesso restrito a um dos computadores do MIT para ter acesso às informações.

Segundo o CNET, Swartz, se condenado, deveria pagar mais de US$ 4 milhões (R$ 8 milhões) em multas e passar até 50 anos na prisão. Sua família e amigos afirmam que nos últimos anos, após o incidente, a depressão dele se agravou e que, talvez, isso tenha o levado a cometer suicídio.

"A morte de Aaron não é simplesmente uma tragédia pessoal", afirmou a família do jovem em comunicado à imprensa. "É produto de um sistema de justiça criminal repleto de intimidação e exagero. Decisões tomadas por funcionários do escritório da Procuradoria da União de Massachusetts e do MIT contribuíram para sua morte".

O MIT anunciou em nota oficial que irá conduzir uma investigação interna para descobrir o papel e participação que a universidade teve no suicídio de Swartz. L. Rafael Reif, presidente do MIT, lamentou a morte do jovem e afirmou que a comunidade da universidade está "extremamente triste com a morte deste jovem promissor que tocou a vida de muitas pessoas".

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