A Internet das Coisas vai para o espaço

Por Redação | 23.02.2015 às 08:40

Graças ao crescimento da Internet das Coisas, cada vez mais tipos de conexão sem fio aparecem no mercado. Wi-Fi, ZigBee, Z-Wave, Bluetooth Low Energy e NFC são alguns exemplos das tecnologias que têm sido incorporadas a diversos tipos de gadget, desde geladeiras até carros. Agora, especialistas estão sugerindo um novo tipo de conexão: satélites.

A novidade já está sendo desenvolvida pela SIGFOX, empresa especializada em conectividade global para a Internet das Coisas, em parceria com a empresa de engenharia SYSMECA, o instituto francês de pesquisa CEA-Leti e a Airbus Defence and Space, divisão da Airbus responsável pelo desenvolvimento e fabricação de produtos destinados à aplicação aeroespacial.

Chamado de “MUSTANG”, o projeto visa construir um híbrido entre tecnologias de comunicação terrestres e de satélite destinado apenas a conectar a Internet das Coisas. A SIGFOX já está desenvolvendo redes sem fio especiais, com baixa largura de banda e baixo consumo de energia, em vários países. A ideia é expandir o alcance dessas redes para todo o planeta.

Satélites MUSTANG

Na verdade, esse tipo de rede de satélite machine-to-machine (M2M) já existe há algum tempo e é administrada por grandes empresas, como a ORBCOMM, que realiza o monitoramento global de ativos e serviços de mensagens através de sua constelação de 29 satélites de comunicações em órbita terrestre. Porém, o MUSTANG parece ser um projeto mais ambicioso – ou menos, de acordo com o seu ponto de vista.

Ao invés de transferir dados telemáticos de tanques militares no meio do deserto, ou coletar dados de boias no meio do oceano, o MUSTANG vai conectar apenas os objetos mais comuns, desde o sistema de alarme de uma casa até o dispositivo de rastreamento instalado na coleira de um cachorro. Esse tipo de rede não exige muita largura de banda, afinal elas só precisam transmitir poucos bits por segundo. Além disso, elas também não consomem muita energia e sua operação não é de alto custo.

Os fundadores do projeto dizem que o MUSTANG possui um cronograma de três anos, entre o desenvolvimento do modem e protocolos de comunicação necessários para fazer o sistema funcionar.