6 dicas para as empresas se beneficiarem da IoT

Por Colaborador externo

Por Eduardo Carvalho*

Não é mais possível imaginar o nosso dia a dia, seja no trabalho ou na vida pessoal, sem a tecnologia. Ela já faz parte da rotina e veio, claro, para ficar. O Brasil conta com mais de 90 milhões de usuários de internet e cerca de 271 milhões de aparelhos celulares, segundo a Brasscom. Esses números só reforçam o aumento da adoção da tecnologia. Mas, e nas empresas? Ela já é amplamente utilizada há décadas dentro das grandes corporações. O que, então, a tecnologia, pode trazer de novo e, principalmente, de eficaz para os negócios?

A Internet das Coisas é um bom exemplo quando o assunto é novidade. Muito se fala sobre o conceito, mas pouco ainda é conhecido na prática. Mesmo assim, a IDC já prevê que os gastos com tecnologia e IoT deverão gerar receitas globais de cerca de U$S 8,9 trilhões até 2020. O que isso quer dizer? Como empresa, é preciso ter cautela ao realizar altos investimentos em um modelo ainda pouco explorado como geração de receita. Existem algumas etapas que devem ser analisadas e seguidas para implantar este tipo de tecnologia, tais como:

1. Entender processos

O primeiro passo é entender os procedimentos para conseguir identificar onde a informação em tempo real será mais útil e/ou eficiente dentro de sua empresa. Alguns processos vivem tranquilamente sem isso. Em outras palavras, não acredite que você deve processar todas as informações de todas as áreas da companhia. Não é necessário comprar software para cada centímetro da empresa – é preciso realizar uma abordagem gradativa, de acordo com a evolução dos negócios.

2. Extrair benefícios reais

Depois de entendidos os processos, é necessário determinar quais serão os procedimentos para obter benefícios dos dados em tempo real. Qual meio será o mais adequado para obter as informações? Os sensores, por exemplo, deverão explodir nos próximos anos. Tecnologias como o RFID ou os wearable devices já começam a entrar no mercado e dependem diretamente de sensores para captar dados.

3. Processar com inteligência

Os dados não serão mais analisados somente por um time de TI. Hoje existem softwares capazes de mastigar altos volumes de informações. Agora é preciso ir além da simples coleta de dados e pensar na estratégia por trás deles. O Big Data de hoje é o regular data de amanhã e as empresas precisam adaptar-se ou se perderão pelo caminho. Temos muita informação à nossa disposição em um clique, mas é preciso saber cruzar os dados de forma correta para chegar a análises estratégicas. Interpretações corretas e assertivas serão capazes de sugerir ações mais alinhadas com os negócios das companhias. Mais importante do que processar dados, é a capacidade de escolher o que será processado que determinará o sucesso da sua organização. Decidir analisar todos os dados para tomar qualquer decisão fará sua empresa perder o timing e o mercado poderá te engolir.

4. Trabalhar a cultura da empresa

As decisões serão, cada vez mais, baseadas em fatos, nas análises de todas as informações coletadas e devidamente cruzadas. Se todos os colaboradores não adotarem essa ideia e não tornarem a análise parte de suas rotinas não será possível extrair valor disso.

5. Ter parceiros adequados

Não tente ir sozinho, busque parceiros para tecnologia, escolha de software e até mesmo para implantação de pequenos projetos. Determinadas empresas podem – e devem – ajudá-lo, também, com consultoria. Erros estruturais, na base dos processos, podem comprometer todo o restante do negócio.

6. Implantar e desenvolver

Depois destas análises, chegou a hora de começar as implantações dos seus projetos. A IoT pode trazer muitos benefícios para as empresas se utilizada gradativa e estrategicamente. Pense em algo simples: Sensores podem identificar quando o último funcionário sair da companhia, ao passar o seu crachá e, então, todas as máquinas seriam desligadas. Luzes, ar condicionado. Uma implantação simples que pode gerar grandes reduções de custos. Vale lembrar o Hype Cycle do Gartner, depois de analisar mais de 2 mil tecnologias, definiu cinco estágios para as novidades. Primeiro ela surge, atrai excessiva atenção, decepciona as pessoas (talvez pelas altas expectativas), começa a ser entendida de forma realista e é incorporada ao dia a dia. Com o IoT também será assim, mas é preciso planejar com cuidado para fugir do “vale das desilusões” e não se deixar levar pela empolgação do momento e do mercado.

*Eduardo Carvalho é presidente da Alog, membro da plataforma global Equinix