2015 terá um segundo a mais e isso pode quebrar a internet. Saiba o porquê

Por Redação | 09 de Janeiro de 2015 às 13h39

O Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS, na sigla em inglês) é o órgão global que cuida dos assuntos relacionados ao tempo no planeta. Como em 2015 a rotação da Terra será um pouco mais lenta, o serviço anunciou na última terça-feira (6) que vai acrescentar um segundo a mais este ano para compensar a desaceleração da Terra. Só que a mudança pode se tornar um problema para a rede e a internet está ameaçada de um baque momentâneo, como já aconteceu anteriormente.

O segundo a mais será adicionado no mês de junho, exatamente no dia 30. Com a mudança, este dia terá 86.401 segundos, em vez dos 86.400 programados anteriormente. As informações são do Techie News.

A adição de um segundo extra no ano não é uma novidade e já aconteceu 25 vezes desde 1972, primeiro ano em que a mudança foi realizada. No entanto, o número de redes conectadas mundialmente que são sincronizadas com relógios atômicos torna a alteração um pouco mais séria, pois afeta diretamente servidores do mundo inteiro. A última adição de um segundo extra aconteceu em 2012 e naquele ano prejudicou diversos servidores e quebrou grandes sites da web por algumas horas, incluindo Reddit, Foursquare, Yelp e LinkedIn, que não haviam se preparado para o segundo adicional.

O problema acontece porque computadores e servidores entram em “pânico” quando o mesmo segundo se repete duas vezes. Caso uma máquina esteja realizando uma operação no momento do segundo repetido, o computador não vai saber o que fazer e sua resposta é o travamento.

A "falha" atinge todas as empresas e servidores, e até o Google está se dedicando para não enfrentar problemas. A técnica adotada pela empresa foi chamada de “leap smear”, na qual são adicionados milissegundos nos relógios do sistema, de forma gradual, antes do momento da duplicação do segundo.

O mecanismo de adição de um segundo extra não é apoiado pelos Estados Unidos, que afirma ser prejudicial para os sistemas de navegação e comunicação e que pode comprometer transações financeiras cronometradas. Já o Reino Unido defende o mecanismo e acredita que ele deve continuar sendo usado, pois a abolição do segundo extra representaria o fim do Greenwich Mean Time, adotado em 1847, e que mede o tempo a partir do momento em que o sol cruza o meridiano de Greenwich.

O fato é que 2015 terá um segundo a mais e o IERS recomenda que governos deem alertas aos servidores dos países para que eles se preparem para a novidade neste ano.

Fonte: http://www.techienews.co.uk/9722269/iers-leap-second-2015-internet-crash/

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