Mais de 7 mil malwares foram encontrados em dispositivos de IoT em 2017

Por Redação | 27 de Setembro de 2017 às 17h45

Somente durante os cinco primeiros meses de 2017, a Kaspersky Lab detectou 7.242 amostras de malwares em dispositivos da Internet das Coisas. O número é 74% maior do que o total registrado entre 2013 e 2016 – ano que marcou o surgimento da Mirai, que atacou dispositivos inteligentes em vários locais do mundo.

Fazem parte da IoT aparelhos como smartphones, televisores inteligentes, refrigeradores, pulseiras fitness e até brinquedos infantis que acessam a internet. Segundo o Gartner, atualmente existem mais de 6 bilhões de aparelhos conectados à internet em todo o mundo.

Segundo Roberto Martinez, analista sênior de segurança da Kaspersky, "estamos construindo um mundo interconectado, que nos dá a oportunidade de interagir com muitas pessoas e alcançar muitas coisas. Mas todas as tecnologias têm traços positivos e negativos." Ele aponta que "o número de dispositivos conectados nos mostra a dependência que temos da tecnologia, no entanto, um dos maiores riscos na IoT continua sendo a segurança".

Essas brechas de segurança acontecem, em muitos casos, graças ao ciclo de vida do firmware, que acaba não sendo atualizado com a frequência que se faz necessária por parte dos fabricantes. Além disso, o pouco conhecimento por parte dos usuários com relação a medidas de segurança intensifica o problema. Por outro lado, hackers constantemente encontram vantagens em atacar esses dispositivos, pois eles consomem pouca energia, são portáteis, de baixo custo e muitos usam ferramentas de código aberto.

Martinez disse, ainda, que "o aumento no número de detecções de malware nos dá uma ideia de como o ataque focado em dispositivos móveis cresceu. É uma tendência que está longe de ser reversível e aumenta a cada dia. Isso nos leva à urgência de pensar sobre quais medidas de segurança devem ser tomadas para esse tipo de tecnologia".

Setores da saúde e indústria requerem atenção redobrada

A empresa de segurança também alerta sobre os setores da saúde e da indústria, que têm tido um aumento considerável de dispositivos conectados. Conforme um relatório da Grand View, em todo o mundo, o setor da saúde deverá investir cerca de US$ 410 milhões em IoT até 2022, e já existem casos registrados de ataques ocorridos por meio de dispositivos médicos, como marcapassos, por exemplo.

Já no segmento industrial, muitos dispositivos conectados que fazem parte da cadeia de distribuição ou fabricação de produtos têm infraestruturas críticas no que diz respeito à segurança. Invasões nesses dispositivos podem violar as principais partes da entrega de produtos e serviços, lesando, também, o consumidor final.

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