Brasil terá projeto de Internet das Coisas que monitora saúde das crianças

Por Redação | 18 de Setembro de 2017 às 18h46
photo_camera Divulgação

Pesquisadores de 12 instituições do Brasil e da Europa começaram a desenvolver um aplicativo para monitorar a saúde e a rotina das crianças. O objetivo é levantar dados sobre as atividades físicas, batimentos cardíacos, queima calórica e refeições e acompanhar os casos de obesidade.

Enquadrado como um projeto de Internet das Coisas (IoT), a pesquisa tem o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio da 4ª Chamada Coordenada Brasil–União Europeia.

Já que as crianças são da geração nativa em tecnologia, o projeto quer estreitar a relação de grupo com um aplicativo que controla a saúde. No Brasil, a obesidade afeta uma em cada três crianças em idade escolar, de acordo com o Ministério da Saúde.

Com um app, as crianças vão atuar como peças-chave do gerenciamento do seu bem-estar e da manutenção de hábitos saudáveis. O aplicativo também deve oferecer soluções personalizadas para cada caso e informações detalhadas para os pais.

Equipe multidisciplinar

O pesquisador Eurico Vasconcelos, coordenador do projeto Solução Inteligente de Tratamento da Obesidade Infantil por meio do Potencial da Internet das Coisas (em inglês, OCARIoT), diz que haverá um estudo prévio feito por uma equipe multidisciplinar para identificar perfis e possíveis riscos nas crianças estudadas. “As crianças utilizarão um sensor, como um smartband, para coletar dados biomédicos em tempo real, que serão complementados com alguns inputs no aplicativo, identificando perfil da criança e propondo estratégias de mudança de comportamento", diz Vasconcelos.

Por três anos, o projeto OCARIoT receberá R$ 4,8 milhões do governo brasileiro, por meio da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), que utiliza o fundo da Lei de Informática, além de outros 1,5 milhão de euros pelo programa H2020 da União Europeia.

Projeto piloto e segurança

O projeto inclui pilotos que serão aplicados no Brasil e na Europa, a fim de coletar dados comparativos e estudar semelhanças e diferenças entre as regiões. Essa ideia já tem o apoio da Prefeitura de Fortaleza e do Governo do Ceará.

A segurança dos dados também é uma questão que será considerada no projeto, para garantir a privacidade das crianças. Uma equipe do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) vai desenvolver meios de promover a segurança das informações que forem captadas.

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