A famosa Internet das Coisas

Por José Otero | 25 de Dezembro de 2017 às 10h40

A Internet das Coisas (IoT) é um termo genérico que agrupa tecnologias que estão funcionando comercialmente há mais de uma década, como por exemplo o rastreamento de frotas de veículos; tudo o que está relacionado com a digitalização de segmentos verticais da economia, tais como energia, saúde e finanças. Quando alguém usa um datafone no ponto de pagamento; quando sai na imprensa que uma empresa utiliza serviços de rastreamento veicular; quando o automóvel passa a ficar conectado com o sistema de alarme do edifício e relata de forma automática tudo o que capta uma central remota, entre outras.

Sim, estamos rodeados de dispositivos conectados e não temos percebido. O que acontece é que para alguns agora é Internet das Coisas, Cidade Digital, ou de maneira mais recente, Cidade 2.0 - como prega do Sul o sempre sábio e irreverente Dr. Alejandro Prince.

No entanto, as vezes é melhor remontarmos as definições oficiais e desta forma dissipar qualquer dúvida que possa existir acerca do que é, de como se dá, e para que serve a IoT. A resposta para todas as perguntas anteriores que oferece a União Internacional de Telecomunicações em suas Recomendações UIT-TU 2060 sobre o IoT é:

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- Da perspectiva da normalização técnica, o IoT pode ser considerada como uma infraestrutura global para a sociedade da informação, permitindo serviços avançados interconectando coisas (física e virtuais) baseadas em tecnologias de informação e comunicação Inter operativas existentes e em evolução. Através da exploração das capacidades; da identificação e captura de dados; de processamento e comunicação, IoT faz pleno uso das coisas para oferecer serviços para todo tipo de aplicações, assegurando ao mesmo tempo que se cumpram os requisitos de segurança e privacidade.

Em outras palavras, a IoT não deveria limitar simplesmente o dispositivo se não incluir no conceito todo o relacionado com big data e analítica. Desta forma, enquanto não está oferecendo uma solução para os nossos problemas, também está captando informação que nos permitirá no futuro modificar o estado da rede de internet das coisas que temos desenvolvida. A importância desta digitalização do meio ambiente é tal que no Caribe fala-se que nação inteligente ou ilha inteligente é mais apropriado. Ao menos assim tem adotado o Bureau Telecommunicatie & Post (BT&P) há vários anos em seu esforço por converter Curaçau na primeira ilha inteligente do Caribe, objetivo que nos recorda periodicamente Giovanni King, coordenador do BT&P, em atualizações sobre a situação de Curaçau em congressos de telecomunicações do Caribe.

Este jovem país caribenho, independente de 2010, entende muito bem o que implica ser uma nação inteligente e por isto aposta na construção de uma rede nacional de fibra óptica que suporte os novos fluxos de tráfego do país e possibilite o acesso à Internet de altas velocidades por todos os habitantes do país. Isto sem esquecer o padrão tão importante que deve cumprir o sistema de eletricidade nacional.

Focando a atenção ao mundo sem fio, o IoT implicará um crescimento exponencial das assinaturas móveis como consequência da digitalização da economia e a busca dos governos para melhorar as eficiências em seus serviços. Segundo a consultoria Frost & Sullivan para 2025, por cada assinatura ou linha celular para um ser humano, deveria haver 3.5 dispositivos conectados que caíssem sobre o guarda-chuva da definição de IoT. Então poderíamos dizer que no México haveria cerca de 150 milhões de assinaturas móveis para indivíduos e 525 milhões de IoT para um total de 675 milhões de conexões.

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