Manifesto propõe regras para que machine learning não fira direitos humanos

Por Ramon de Souza | 16 de Maio de 2018 às 16h40
Jirsak/DepositPhotos

Uma coalizão formada por grupos de ativismo e empresas de tecnologia acaba de publicar um manifesto que tem como objetivo impedir que os avanços na área de machine learning acabem ferindo direitos humanos. O documento, batizado de The Toronto Declaration (ou A Declaração de Toronto, em português) já foi assinado pela Anistia Internacional, pela Human Rights Watch, pela AccessNow e pela Fundação Wikimedia, responsável pela Wikipédia.

Em suma, a ideia por trás do projeto é propor padrões e regras para a indústria que evitem infrações aos princípios básicos de igualdade e não-discriminação por parte de algoritmos inteligentes. Com a popularização da inteligência artificial, um acordo desse gênero se torna algo essencial para impedir que softwares de aprendizagem de máquinas violem as leis existentes que protegem os direitos humanos.

“Nós precisamos manter o foco em como essas tecnologias vão afetar os seres humanos individualmente e os direitos humanos. Em um mundo repleto de sistemas de machine learning, quem vai ficar responsável por infrações aos direitos humanos?”, questiona a introdução do documento, que pode ser encontrado no site oficial da AccessNow. Por enquanto, a declaração não é uma lei, mas nada impede que ela evolua para algo do tipo em um futuro próximo.

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Fonte: AccessNow, The Verge

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