Inteligência artificial é uma inovação que exige responsabilidade

Publieditorial | 29 de Junho de 2018 às 12h39
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A Inteligência artificial é, resumidamente, um sistema capaz de reconhecer elementos (que podem ser imagens ou palavras) e aprender com eles. A ideia é que a IA seja capaz de raciocinar de maneira similar a uma pessoa, aprimorando sistemas e trazendo inovações. Já temos uma série de serviços e produtos equipados com IA à nossa disposição, com a Microsoft sendo uma das grandes empresas que levam a sério essa tecnologia, que já está mudando a vida das pessoas.

Contudo, inovações tecnológicas trazem consigo o peso da responsabilidade. Muito se discute quanto ao poder que as IAs estão ganhando, o que inclui preocupações éticas, morais e relacionadas à segurança da humanidade. Mas, fugindo dos cenários distópicos dos roteiros de ficção científica, em que as máquinas superam os humanos e dominam o planeta, o que as grandes empresas do setor vêm fazendo com a inteligência artificial é tornar a tecnologia mais útil, intuitiva e eficaz.

É que, com a IA, as pessoas podem se independer da necessidade de se adaptar ao funcionamento das tecnologias do dia a dia, deixando para o sistema aprender as preferências daquele indivíduo, fazendo determinadas tarefas em seu lugar. Indo além, a inteligência artificial dá poderes a pessoas com restrições, como, por exemplo, deficientes visuais, que podem contar com sistemas equipados com IA para "enxergar" tudo a seu redor, incluindo objetos e até mesmo a expressão no rosto de quem está a seu redor.

IA responsável

Apesar de já ser amplamente usada, a inteligência artificial ainda é uma tecnologia que está em seus estágios iniciais, e ainda não compreendemos plenamente o que ela é capaz de proporcionar, especialmente no longo prazo. Mas, por ora, os sistemas de IA já são ótimos na execução de determinadas tarefas, como reconhecer imagens e palavras, traduzir idiomas e até mesmo contar com imensos bancos de dados para analisar cenários e tomar decisões puramente racionais.

Na Microsoft, a IA já é aplicada em praticamente todas as soluções da companhia. Um exemplo é o aprendizado profundo aplicado ao Microsoft Translator, oferecendo traduções mais fluentes e naturais, ou ainda o mecanismo de busca do Bing, cuja IA apresenta respostas diretas a certas consultas, apresentando, ainda, perspectivas diferentes sobre um assunto considerado controverso. A empresa também aplica a inteligência artificial no aprimoramento de produtos como o Azure Bot Service, por exemplo, e sua IA também está no Office 365, permitindo a redação de textos concisos com o Word.

E justamente pelo fato de a IA ter esse poder que é preciso muita responsabilidade na hora de desenvolver sistemas com esta tecnologia. A Microsoft, por exemplo, acredita que seja imperativo adotar princípios claros para guiar o desenvolvimento de IAs, garantindo que eles sejam justos, confiáveis, seguros, privados, protegidos, inclusivos, transparentes e responsabilizáveis.

Exemplo de tal comprometimento da gigante de Redmond foi a co-fundação do Partnership on AI, que conta com outros grandes nomes da indústria da tecnologia, reunindo forças para que, juntos, estabeleçam padrões e promovam o entendimento da inteligência artificial. A ideia é conduzir pesquisas, recomendar boas práticas e publicar estudos em áreas como ética, segurança, privacidade e inclusão. Ainda, a Microsoft conta com um comitê consultivo interno que a ajuda a garantir que seus produtos equipados com inteligência artificial sigam tais princípios.

Nas mãos dos desenvolvedores

De acordo com o estudo Stack Overflow de 2018, desenvolvedores se sentem responsáveis pelos impactos da IA na sociedade. Três quartos dos entrevistados acreditam que aqueles que criam algoritmos de IA são e devem ser responsáveis pelas suas consequências, sendo que o estudo conversou com 100 mil desenvolvedores de 183 países. Uma parcela de 27,9% dos devs creem, ainda, que uma regulamentação governamental seja necessária para garantir a segurança com IA.

Assistentes digitais

Talvez a aplicação prática da inteligência artificial mais popular do momento sejam as assistentes digitais, que equipam dispositivos como computadores, smartphones e aparelhos inteligentes de uma casa conectada. No caso da Microsoft, a assistente Cortana está sendo aprimorada para fazer mais tarefas para o usuário, atuando como uma espécie de secretária virtual.

Por exemplo, graças a um treinamento usando conjuntos de dados massivos e anônimos, a Cortana pode entender do que se tratam os e-mails de um usuário, mesmo que ele mescle sua conta pessoal e profissional na caixa de entrada do Outlook. Dessa maneira, a Cortana fica capaz de organizar aquelas mensagens, sinalizando quando um e-mail é importante e deve ser respondido com urgência. Isso porque, graças à IA, ela é capaz de aprender com base no comportamento e preferências de cada usuário, fazendo essa análise de maneira personalizada e contínua.

E este é só um exemplo do que uma assistente digital é capaz de fazer, facilitando o dia a dia das pessoas e promovendo um futuro automatizado, prático e confiável — desde que seu desenvolvimento seja conduzido com a devida responsabilidade, seguindo os princípios propostos por organizações como a Partnership on AI, encabeçada pela Microsoft.

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